
Osmar Dias é um ardoroso admirador da vida e obra do pai, seu Silvino, um filho de portugueses, paulistano que um dia resolveu ser pioneiro de Maringá, criando ali uma grande família. Dentre os rebentos de Silvino e da neta de italianos dona Helena Fregadole Dias está também o senador Álvaro Dias.
PÉS NO CHÃO
Homem de visão própria de gente daqueles tempos, e especiais, Silvino fazia tudo com os pés muito no chão.
Assim, quando foi negociar com a companhia de terras a compra de 100 alqueires em que montaria sua fazenda – numa área em que hoje está parte do campus da Universidade de Maringá -, o homem do campo foi estabelecendo. Com objetividade e franqueza, estabeleceu: “Só me interessa terra que tenha água boa dentro da propriedade (rio) e que esteja menos de 10 quilômetros do núcleo central da cidade.”
LONGE DE BANCOS
O homem de Itapetininga, nascido em 1911, fez uma aquisição de todo valiosa. Metódico, trabalhando de sol a sol, o pai dos Dias tinha certos “dogmas” que definiam suas relações com o mundo dos negócios, e dos quais nunca arredou. Por exemplo: fazer todo negócio declarado; sempre pagar à vista e não aceitar financiamentos bancários.
AGROPECUÁRIA
Quem passou pela escola agropecuária de Silvino Fernandes Dias virou PhD na área. Foi o caso, por exemplo, de Osmar, que depois faria parte de seu currículo registrar ter sido diretor da Escola de Agronomia Luiz Menegel, de Bandeirantes, diretor da Café do Paraná, secretário de Agricultura do Paraná, e, por 11 anos, vice-presidente do Banco do Brasil, justamente cuidando da área rural.
Como senador – por 16 anos – Osmar registra: “Inaugurei no Senado discursos de abordagem sobre temas do campo”.

