
Marina Sordi, jovem na casa dos 32 anos, curitibana, vive há 2 anos uma aventura fascinante, que encanta especialmente almas generosas em busca de auxiliar o próximo: ela é a única brasileira, num grupo de 5 jovens, que atuam no Barnabas Israel, uma ONG de inspiração cristã protestante (ela é batista), fundada e mantida a partir de países europeus, como a Inglaterra e Irlanda.
O alvo do grupo é levar educação, em inglês e árabe, para crianças e jovens de etnia beduína (cidadãos de Israel) que moram no Sul de Israel, no deserto de Negev. E isso a ONG vem fazendo desde 2008, sem restrições governamentais. Os adultos também recebem assistência da ONG, especialmente as mulheres.
SÃO 300 MIL
Na avaliação de Marina – sobre cujo trabalho estou preparando uma ampla entrevista -, haveria hoje em Israel cerca de 300 mil beduínos. Têm todo amparo e ajuda governamental, o que, para ela, se é louvável do ponto de vista humanitário, “acomoda os beduínos, que, amparados, não se estimulam à criatividade nem ao trabalho desafiador”.
BARNABÉ
Barnabas deve ser traduzido do inglês para Barnabés, em português.
Barnabé foi o braço direito do apóstolo Paulo em suas viagens de evangelização, a pregação do cristianismo nos primeiros dias da Igreja.
Foi discípulo fiel e diligente de Paulo, frequentemente citado nas epístolas do santo.
ÁRABE E INGLÊS
As crianças assistidas pelo projeto têm aulas em inglês e árabe, no Jardim de Infância (Kingarten) que ONG lá montou em 2011, sendo que uma das professoras é cristã protestante árabe, cidadã israelense. Três anos depois de iniciado o atendimento do Jardim de Infância, o Barnabas passou a atender jovens secundaristas, oferecendo-lhes atendimento de contra turno. Hoje são perto de 50 jovens atendidos nessa área.
O projeto abriga-se junto às habitações – muito precárias – dos beduínos sob a denominação de Centro de Educação Emanuel.
MARINA SORDI
A brasileira Marina Sordi até agora é a diretora do projeto Barnabas, em Israel. Há muita possibilidade de ela voltar ao Brasil, para atender a outras ações pessoais, devendo ser substituída, se isso ocorrer, por uma jovem argentina.
É importante – me diz Marina – lembrar que o Centro Emanuel desdobra-se no Centro de Línguas, cujo alvo são as mulheres beduínas. Lá são alfabetizadas na língua árabe e apoiadas no enfrentamento de seus “fantasmas”, muitos deles decorrentes de depressão, da exclusão de gênero e do fato mesmo de serem analfabetas.
Os beduínos são muçulmanos e a ONG não faz trabalho de proselitismo religioso.
