Caro Aroldo:
Lendo sua coluna de hoje (26), deparei-me com a nota em que o Patrimônio Histórico veda a realização de obras de readequação no “Belvedere” do Alto São Francisco.
Tem autoridade o órgão para preservar nosso patrimônio histórico e cultural; porém no caso, a iniciativa conjunta da Academia Paranaense de Letras, Governo do Estado e Federação do Comércio visa justamente resguardar um imóvel de interesse público que estava abandonado e se deteriorando, comprometendo todo o entorno da Praça João Cândido.
Do mesmo modo que – lembrando a restauração procedida pela Fecomércio que resgatou para a cidade o Paço da Liberdade -, entendo ser possível modular os efeitos da modernização pretendida e, em ação conjunta, legar para Curitiba um edifício histórico restaurado, com suas características preservadas, porém servindo à sociedade como centro de cultura ativo e frequentado por quantos de nós, amigos das tradições da cidade, desejamos legar nossa História para as gerações futuras.
RAFAEL DE LALA SOBRINHO, Curitiba
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‘TEMPUS FUGIT’
Caro Professor,
É com tristeza que se observa o desaparecimento de tradições bonitas que pareciam tão enraizadas na alma brasileira. Não só no terreno da fé; também no folclore e festejos o fenômeno ocorre. Igualmente os costumes mudaram e continuam a mudar em velocidade atropelante, mal nos dando tempo de assimilar o novo. Confesso minha saudade da máquina de datilografia, do telegrama, do respeito a comemorações religiosas etc..
Constato, enfim, que também mudei, com a diferença de que não para o novo, mas para o velho. Eis aí algo imutável – a passagem inelutável do tempo.
JOAQUIM CARDOSO DA SILVEIRA FILHO, Curitiba
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CHAPECOENSE
Estou chocada. Nada a dizer sobre a tragédia com o Chapecoense. A dor da nação fala por si só.
MARA FRIEDMAN NOGUEIRA, Florianópolis
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LÓGICA?
Caro jornalista:
Eu só queria entender a lógica da vida, com suas surpresas como a tragédia que ceifou o time da Chapecoense. Alguém – teólogo, filosofo ou assemelhado – poderia dar-me um palpite de explicação?
MARCUS KLATZMANN, São Paulo
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PRIMEIRA DAMA

Caro jornalista:
Leio nos bons jornais – como o Estadão – que o deputado federal Rosso (DF) se encaminharia para ser o substituto de Geddel Vieira Lima (triste homem público…) na Secretaria Geral da Presidência da República.
E por uma razão “simples”: a mulher dele é a primeira amiga em Brasília de Marcela, a jovem, esposa do presidente Michel Temer.
Pode?
No Brasil, não há barreiras para o impossível, no mundo da política -“administração” pública. Ser amiga da primeira dama pode até ser passaporte para o Ministério. Não me surpreendo.
MARCEL MONCLARO TORRES, Porto Alegre, RS
(correspondências para a coluna: aroldo@cienciaefe.org.br)
