quinta-feira, 30 abril, 2026
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Patrimônio Histórico barra sonho dos “imortais”

Darci Piana e Ricardo Pasquini.
Darci Piana e Ricardo Pasquini.

Para parte da chamada ‘intelligentsia’ curitibana, especialmente a mais jovem, a Academia Paranaense de Letras (APL) pouco lhe diz respeito. No entanto, os nomes que compõem esse colegiado de 40 (hoje, são 37) homens e mulheres têm grande repercussão na sociedade paranaense abrangente. Isso é fato inegável, independe de se aprovar ou não a Academia.

POETAS, EMPRESÁRIOS…

Eles e elas, os membros da APL, são intelectuais, alguns escritores e poetas, outros jornalistas, outros ainda juristas de grande porte – como René Dotti e Eduardo Rocha Virmond.

MÉDICOS

Há médicos de grande envergadura, como Ricardo Pasquini; educadores de ponta, como os ex-reitores da PUCPR, Clemente Ivo Juliatto, e da Universidade Positivo, como Oriovisto Guimarães; um líder empresarial, como Darci Piana, presidente da Fecomercio…

NOVA FACE

Enfim, A Academia é uma amostra de notáveis paranaenses que, se depender da vontade de “imortais” como seu futuro presidente, Ernani Buchmann, será cada vez mais uma reunião de lideranças, de nomes muito significativos da vida do Estado.

ATÉ POLÍTICOS

Por exemplo, mesmo políticos estão lá. Dois exemplos são o secretário de Assuntos Estratégicos do Governo do Paraná, o ex-vice-governador Flávio Arns, e o prefeito eleito de Curitiba, Rafael Valdomiro Greca de Macedo.

JÁ GANHOU

Não tenho dificuldades em classificar Ernani Buchmann como o sucessor de Chloris Justen, pois ele encabeça a única chapa até agora inscrita, e que já conta com adesão de 20 acadêmicos de um total de 37.

MUITA LUTA

Ernani, que eu já disse parecer ter o dom da ubiquidade – tal a desenvoltura como que atende a múltiplos compromissos diários -, sabe que terá pela frente algumas dificuldades. A maior delas, a questão do Belvedere do Alto do São Francisco, que o governo do Paraná entregou em comodato à APL por 20 anos, renovável por mais 20.

“IMEXÍVEL”

Belvedere do Alto do São Francisco.
Belvedere do Alto do São Francisco.

A grande barreira a ser enfrentada é conseguir novo convênio com a Fecomercio, que se comprometeu a financiar o restauro interno do Belvedere, mas pediu, em contrapartida, o direito de instalar dependências – como cozinha – para lá montar um café-restaurante para atendimento do público em geral.

No entanto, Ernani terá de, antes de tentar a renovação do convênio, superar as barreiras que autoridades do patrimônio histórico estadual colocaram à frente da APL: o edifício, digno de preservação para as gerações futuras, não pode ter seu interior alterado. Quer dizer: é “imexível”, avisam os órgãos de preservação do patrimônio histórico.

RECURSOS

Há outras dificuldades a aguardar o novo presidente – que terá como vice-presidente o advogado Eduardo Rocha Virmond, que já presidiu a APL. Uma delas, enfrentar a falta crônica de recursos, que atormenta a imortalidade dos acadêmicos. Há membros da APL que não pagam há anos a pequena anuidade de R$ 500,00, única fonte de entradas da Academia.

ÚLTIMA QUE MORRE

Mas há esperanças: um dos acadêmicos, muito bem articulado politicamente, garante que virão recursos da Prefeitura de Curitiba à APL. Isso é novidade sobre a qual é justo que se coloquem todas as dúvidas possíveis nesses tempos bicudos.

NOVOS “IMORTAIS”

Para Ernani, um cronista de Curitiba sabidamente com os pés no chão, a prioridade um será a de eleger “imortais” para as três vagas existentes no colegiado de notáveis. Uma delas, está há 3 anos aguardando o sucessor ou sucessora do médico Lauro Grein. Ou será que “o céu pode esperar”?

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