
Para a jornalista Eliane Catanhede, do Estadão, o discurso da nova presidente do Supremo, ministra Carmen Lúcia, foi morno. Como se esperaria de ex-interna de colégio de freiras. De certa forma, admitiu que a ministra mais ou menos terceirizou os desaforos contra os políticos e os ladrões do erário, de todos os coturnos, ao abrir espaço para que o ministro decano, Celso de Mello, desse recados de coragem rara. Referiu-se ele, por exemplo, a “uma estranha aliança entre determinados setores do poder público, de um lado, e agentes empresariais, de outro, reunidos em imoral sodalício (confraria)”.
