
O ministro da Saúde, Ricardo Barros, afirmou que economizará R$ 3 bilhões na pasta em um ano. A economia virá de uma ampla reforma administrativa, já iniciada, que está cortando cargos, renegociando contratos de alugueis, compras e prestação de serviço. O dinheiro, segundo ele, está sendo reaplicado na compra de medicamentos, financiamento de hospitais e UPAs entre outros investimentos. Em uma entrevista ao jornalista Euclides Garcia, do jornal Gazeta do Povo, Barros afirma ainda que é necessário frear a judicialização da Saúde que irá consumir R$ 7 bilhões em 2017.
JUDICIALIZAÇÃO DA SAÚDE
Ricardo não considera a judicialização da saúde o grande mal a afetar a área, isto é verdade. Mas é muito crítico em relação a ela.
A matéria, acredito, não pode ser simplesmente olhada como necessitando de “um basta”. Na verdade, Ricardo não fala em dar um basta à judicialização.
Acredito que haverá sempre casos absolutamente necessários de intervenção da Justiça para garantir acesso a medicamentos. O que é preciso – isso sim – é combater as máfias (por vezes compostas de laboratórios farmacêuticos e grupos de maus médicos) que montaram a “indústria da judicialização da saúde”, conforme já comprovado pela PF.
Nessas situações, o que é preciso mesmo é acionar a Polícia Federal e a sua competente atuação. E depois garantir, na mesma Justiça, cadeia (ou Lava Jato) para esses criminosos de colarinho branco.
