segunda-feira, 15 junho, 2026
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Motéis de Curitiba faturam R$ 62 milhões/ano

Fachada de um motel
Fachada de um motel

A chamada liberação dos costumes, que tornou “mais acessível”, o encontro de casais para seus relacionamentos afetivos nos últimos anos, parecia decretar grande decréscimo do setor moteleiro.

Afinal, os chamados “conúbios carnais” já não estavam mais revestidos de tabus de outrora, e especialmente a franquia dos relacionamentos sexuais passou a ser aceita por bom percentual de pais de jovens namorados. As casas de família, em muitos casos, foram tomando algum espaço dos motéis, diante da “naturalidade” com que os pais aceitaram acolher em casa os jovens enamorados.

Ledo engano: o setor de motéis continuou a ser bom negócio. Talvez não tanto, no último decênio, quando nos anos 1960/80, por exemplo.

Isso é o que concluo ao analisar noticiário que me manda a assessoria de imprensa da Associação Brasileira de Motéis. Segundo ela, são 5 mil motéis existentes no Brasil.

O mesmo noticiário mostra o óbvio: casais oficialmente casados ou em relação estável fazem, muitos deles, os motéis, como espaço de lazer, em substituição a jantares e eventos outros fora de casa.

FATURAMENTO

Motéis movimentam expressivamente parte da economia do país: faturam cerca de R$ 3,5 bilhões/ano.

Para que se tenha ideia da importância do setor, registre-se que só em São Paulo (incluindo a Grande São Paulo), são 300 os motéis; em no Estado de SP, 1.200.

Em Curitiba, os números também impressionam: são 73 os motéis, que empregam cerca de 8 mil pessoas, 60% delas mulheres, e faturam R$ 65 milhões/ano.

230 MIL EMPREGADOS

A perspectiva para 2016 era de o setor moteleiro crescer 20% em faturamento, mas pelo cenário atual de crise a entidade observou que, em média, os motéis tiveram uma retração 10% a 15% e um aumento de custos em torno de 20%, principalmente com energia elétrica. De toda forma, os motéis acreditam na recuperação em longo prazo.

100 MILHÕES DE HÓSPEDES

O setor emprega, em média, 50 funcionários por motel ou quase 230 mil funcionários diretos, sendo 80% mulheres. Indiretamente empregam mais de 300 mil pessoas, que prestam serviços terceirizados ou são empregados de empresas fornecedoras. Além disso, estima-se que os motéis hospedem cerca de 100 milhões de pessoas por ano. Os novos motéis, que investem em ambientes com qualidade e serviços de hotelaria vão crescer a uma taxa média anual de 10%.

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