quarta-feira, 13 maio, 2026
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Testemunho de José Lázaro

José Lázaro Dumont com Marilena Wolf de Mello Braga
José Lázaro Dumont com Marilena Wolf de Mello Braga

Importante para a chamada estante paranaense é o livro-depoimento de José Lázaro Dumont, “Vidas, a vida que vivi”, editado pela Fortuna & Virtude, com apresentação da jornalista Marilena Wolf de Mello Braga, uma das melhores testemunhas da área jornalística sobre como ocorreu a vida política paranaense a partir dos anos 1970s.

E a ligação dos dois é fácil de entender: José Lázaro, a par de ter ocupado um lugar privilegiadíssimo na vida sindical rural do Paraná, foi deputado estadual por 3 mandatos em Curitiba.

TESTEMUNHO (2)

A importância de José Lázaro tem um marco definitivo: ele deu organicidade e representatividade à Fetaep – Federação dos Trabalhadores da Agricultura do Estado do Paraná, que dirigiu e a fez importante.

Conseguiu equilibrar reivindicações do trabalhador rural com a linha dura dos chamados ‘tempos de chumbo’. Médici, mostra uma das páginas do livro, ouviu atentamente o rol de reivindicações do sindicalista.

Nos dias de Lázaro na Fetaep – assim como de Agustinho Bukowski, que o sucedeu e com ele também trabalhou – as manifestações do sindicalismo do campo passavam necessariamente pela Federação. Eram tempos em que os chamados movimentos sociais – tipo MST – não tinham a retumbância que têm nos dias de hoje, nem eles eram acolhidos pela mídia por terem opinião que merecesse ser acatada.

A própria sede da Fetaep, na Silva Jardim, foi erguida como resultado da ação de Lázaro, um sindicalista que se pautou muito pela doutrina social da Igreja. Aquela doutrina tradicional – e de sempre – apontada por Leão 13 na encíclica “Rerurum Novarum”.

Quem pesquisar sindicalismo no Paraná terá necessariamente de incluir um mergulho na vida e obra de dois expoentes da área: o comunista Espedito de Oliveira Rocha, e José Lázaro, um líder de centro-direita.

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