
Com maioria feminina, curso de graduação em Criminologia do UniCuritiba formará primeira turma já em 2022
Já faz tempo que as mulheres vêm ocupando lugares que, um dia, foram majoritariamente masculinos, especialmente no mercado de trabalho. Ainda que nem todos os desafios tenham sido vencidos, provas do protagonismo feminismo não faltam para celebrar o Dia das Mulheres.
Um exemplo está na graduação em Criminologia oferecida pelo UniCuritiba – instituição que faz parte da Ânima Educação, uma das principais organizações de ensino superior do país. Dos quase 100 alunos matriculados, a ampla maioria é de mulheres.
Pioneiro no Brasil na criação de um curso superior de Criminologia, o UniCuritiba formará sua primeira turma neste ano. Assim como as estudantes, as professoras também ocupam lugar de destaque, correspondendo a cerca de 50% do corpo docente.
Formada em Direito, com doutorado em Processo Penal, a professora Michelle Gironda Cabrera diz que a participação feminina na área criminal não é tão recente quanto se costuma imaginar. “Existem excelentes mulheres criminalistas e criminólogas que vêm se dedicando, já há algumas décadas, a assuntos socialmente concebidos como ‘masculinos’.”
Esse interesse, analisa a docente dos cursos de Direito e Criminologia, se deve ao fato de que as Ciências Criminais estão ligadas a questões humanas. “Temos mais da metade das turmas de Criminologia compostas por alunas extremamente dedicadas, responsáveis e estudiosas.”
Michelle Cabrera conta que sua atenção pessoal à área de Criminologia começou junto com a prática criminal, como advogada criminalista. “Percebi que a boa dogmática penal e processual penal, na defesa das garantias e dos direitos das pessoas, precisava estar atrelada à crítica criminológica para surtir algum efeito”, conta.
