
Prof. Aroldo,
Parabéns pela matéria acerca “de os ‘especialistas’ em Igrejas Evangélicas”. Tenho estudado o tema dos evangélicos e trabalho nesse meio há um tempo – porque em torno de 55% dos assistidos pelo nosso projeto social (SOS) nas periferias de Curitiba são de Igrejas Evangélicas. Cada denominação tem a sua própria teologia, de acordo com o pastor da Igreja, e não existe uma comunhão e nem uniformidade nesse universo.
Padre Joaquim Parron, Curitiba, coordenador do projeto SOS Vila Torres
UMA LIÇÃO QUE FICA…
Senhor jornalistas,
Grato por sua matéria publicada ontem/hoje, sobre os chamados “especialistas em Religião”. Observações que deveriam ser anotadas pelo universo da política, numa época em que malandros, cabos eleitorais e “influencers” descobriram o peso do voto crente nas urnas. Não foram só Lula e Bolsonaro que se preocupam com a rica (aparente) e promissora vertente evangélica e de como pode render votos. Há uma revoada de sociólogos, cientistas sociais, antropólogos em torno dessa “febre” que expõe intimidades com o sagrado. E garaner votos, segundo os políticos.
RADAMÉS OURK SMITH, Boston (EUA)

AS TROCAS DO SAGRADO
Caro professor,
A mim me soa como uma espécie de simonia (venda do sagrado) este “leilão” que lideranças religiosas – evangélicas e algumas católicas – fazem em tempo de eleições. Será que elas dão garantia de resultados positivos aos compradores? Digo isso porque conheço alguns crentes esclarecidos, mesmo pentecostais, que não comercializam seu voto. E até se opõem – como podem – a esse leilão indefensável.
MARIA ODETE L .LEMGRUBER, Porto Alegre
