
Vale à pena anotar a definição do secretário Ney Leprevost, que segue: “Não se combate o racismo com intolerância religiosa. Não se luta contra o preconceito cometendo violência. Não se constrói a paz adotando atitudes desrespeitosas. O equilíbrio sempre está no meio, nunca nos extremos”.
TEMPO REAL
A vereadora Carol Dartora, a quem classifiquei ontem de “uma voz equilibrada” em comparação ao comportamento de seu amigo Renato de Freitas (ambos do PT), está dizendo que o que teria de ser discutido (depois da invasão à Igreja do Rosário pelo vereador, é o que se depreende), é a questão do racismo. E invasão?
Tudo no seu devido lugar e tempo, senhora vereadora. O racismo é um crime importante a ser combatido (contra negros, judeus, asiáticos, eslavos…). Assim como não se pode esquecer que invasão a um templo e lá promover balburdia é também crime.
Acho que a vereadora conhece a lei e as penalidades que ela contempla a tais tipos de crimes.

TEMPO REAL (2)
Quanto a ela estar sendo ameaçada por racistas, apurem-se os fatos e cadeia nesses criminosos. Hoje a chamada cibersegurança tem meios de identificar, sem erros, a origem dessas ameaças racistas.
Procurar a PF é o melhor caminho, no momento, Dartora. A propósito da vereadora ainda: ela seria a quem os racistas destinam mais violência, dentre os vereadores negros da Câmara de Curitiba. Paga
por ser negra e mulher.
E mais observo: Dartora não invadiu a Igreja do Rosário, ficou do lado de fora do templo. E sempre se mostrou contra o ato absurdo.

FUTUROLOGIA
De um veterano e bem informado deputado estadual a coluna ouviu – e registra – o seguinte exercício de futurologia:
“O Bolsonaro tem tudo para se reeleger presidente. E quem vai possibilitar sua vitória é o Sergio Moro, que espalhará uma cavalaria pesada sobre as milionárias ‘artes’ de Lula e do PT. Ele conhece tudo em detalhes…
Não esquecer que o brasileiro é muito sensível a informações que quantifiquem perdas e ganhos”.
CAMINHOS DO LÍDER
O líder de Rafael Valdomiro na Câmara, vereador Petruzziello, está com um pé no PP, o partido de Ricardo Barros. E, ao contrário do que muitos imaginam, quer conquistar uma cadeira na Câmara dos Deputados, em Brasília.

NÃO NA MESMA MESA
A propósito do vereador Petruzziello: não o convidem para dividir a mesma mesa com o deputado Alexandre Curi, por quem foi revelado na vida pública.
O neto de Aníbal não esconde: acha que o vereador, depois de crescer às suas custas, o abandonou politicamente. Curi também estaria com um pé no PP e outro no PSD, tendo em vista a “janela” de mudanças que se avizinha. “O certo é que ele não ficará no PSB”, garantem fontes da ALEP.
