
Boa tarde,
Acompanho seu Facebook e admiro muito seu ponto de vista referente à política, sempre se posicionando em mostrar a realidade de “alguns políticos”, gosto disso.
Sr. Aroldo, sou agente de endemias em Curitiba. E tenho uma difícil missão em viver, uma realidade cheia de desvalorização, atuando nessa profissão para Curitiba! A atual gestão não reconhece nosso trabalho, não recebemos nem insalubridade. Atualmente vivemos com um salário de R$1.700 + vale refeição de R$11,50. Sem insalubridade ou um vale alimentação decente. E comparado a outros municípios (como Araucária e São José dos Pinhais) a diferença é bem grande!
Curitiba conta hoje com 70 agentes de endemias e 550 agentes comunitários. Seria necessário de 200 ACEs (agentes comunitários de endemias) e 1.000 ACSs (agentes comunitários de saúde), para atender Curitiba com qualidade. O quadro está defasado, poucos se mantêm na função, devido o salário ser baixo com apenas vale refeição de complemento. Apresentando atestado é descontado o vale refeição, de seu salário. Um absurdo!
O agente de endemias e o agente comunitário são o primeiro contato que a população tem com a saúde. Dentro do SUS de Curitiba, são os únicos profissionais que não recebem insalubridade (sem desmerecer nenhuma função, mas quem faz a limpeza dos distritos sanitários, UPAs, UBS recebem insalubridade).
Nem na pandemia, quando o risco aumentou (pois nunca deixou de existir), não houve nenhum tipo de reconhecimento ao nosso trabalho, por parte da prefeitura de Curitiba!
Volto a dizer: se comparado à Araucária ou São José dos Pinhais, a diferença salarial é bem grande.
E quando buscamos respostas quanto a situação dos ACEs e ACSs, a prefeitura se cala! Sem nem se quer nos dar esperanças de melhorias. Como ter planos ou sonhos, quando não existe nenhuma valorização?
Os agentes de endemias e agentes comunitários de Curitiba precisam que alguém mostre esse lado da saúde que poucos têm conhecimento!
F.H.B – Curitiba (a leitora pediu para não ser identificada)
