
Dá muito a pensar a manifestação do líder do PSD na Assembleia, Luiz Carlos Martins, de que “Curitiba não quer um prefeito fanfarrão em outubro”. Ele assim se expressou no final do mês passado, ao visitar o ex-prefeito Luciano Ducci, com quem conversou sobre o esperado: a sucessão de Gustavo Fruet.
E foi franco: disse não estar satisfeito como a cidade está sendo administrada.
O noticiário enviado pela assessoria de Luiz Carlos não perde a atualidade, mesmo diante da clara intenção de seu correligionário Ney Leprevost anunciar às claras sua pré-candidatura ao Palácio 29 de março.
Eis o noticiário do líder do PSD:
FRUET “OPACO”
“Em declaração ao Blog do jornalista Aroldo Murá, na sexta-feira (26/2), já havia dito “quanto opaca é a administração do prefeito Gustavo Fruet (PDT/PT) ”. Martins registrou: “Ele parece até que tem vergonha de ser prefeito, desapareceu de todo da cidade. E obras, zero…”
Após o encontro com Ducci, o deputado e radialista foi além, acrescentando que Curitiba não quer ninguém para dar espetáculo. “Curitiba também não quer um prefeito fanfarrão, quer alguém para confiar, que não minta, que seja sincero”.
QUEM SERÁ?
Mas então essa pessoa seria Ducci, na opinião de Luiz Carlos Martins?
“Estamos conversando. Quero o melhor para Curitiba. Tenho contato diário com milhares de curitibanos. Sei o que não vem sendo feito, convivo com o drama das filas nas unidades de saúde, com os protestos pelas enchentes sem fim, e com a novela do transporte público. Quero um prefeito que cumpra o que promete. Se essa pessoa é Luciano Ducci ou meu companheiro do PSD, Ney Leprevost, é o que estamos discutindo”.
CONVITES
Dentro do período de “janela partidária”, que permite a troca de partidos até o dia 18 de março, Martins diz que vem recebendo vários convites para mudar de legenda. “Tenho recebido convites sim, mas, este momento também é de analisar quem tem a melhor proposta para Curitiba, para as cidades de região metropolitana e para todo o Paraná. Sou o líder do PSD na Assembleia, temos propostas, somos atuantes no legislativo e estamos atentos aos rumos das eleições municipais. Uma coisa é certa: não admito não ser ouvido e, pessoalmente, busco respostas reais a todas as reivindicações que chegam até mim pelo povo”, finalizou o líder do PSD.
