
ARTHUR GRYNBAUM, O BOTICÁRIO
O ano, cheio de limitações decorrentes da pandemia, conseguiu de alguma forma deixar bem visíveis, lideranças empresariais do Paraná. Uma delas, muito saliente, é a o presidente do Grupo Boticário, Arthur Grynbaum, seguidor das pisadas de Miguel Krigsner, o fundador do grupo. Mantendo todos os compromissos sociais e ambientais que identificaram O Boticário ao longo de décadas, Grynbaum ampliou-os. Por exemplo:tomando, ao mesmo tempo, posições francamente pró inclusão de gênero. Foi o caso de quando a empresa rompeu com veículos de comunicação que abrigam articulistas homofóbicos e machistas.
Discreto, mas presença com firme posições sobre temas econômicos, Grynbaum não é “arroz de festa”. Quando assume posições no mundo dos negócios, com repercussão na mídia, ele sempre “passa observações que podem tangenciar o magistral”, observa um membro de direção de entidade empresarial industrial de Curitiba.

VALDEMIRO GREMSKI, PUCPR
Depois de dois mandatos como reitor da PUCPR, o professor dr.Valdemiro Gremski transferiu a posição ao seu sucessor, irmão Rogério, marista. Ainda por alguns meses continuará na presidência do Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras. Com rara formação acadêmica, na área de Biologia – com doutorado, por exemplo, no Karolinska, da Suécia -, Gremski mergulhou plenamente na questão educacional. Ao deixar a reitoria (sem deixar a PUCPR), ele vê a instituição colher frutos no reconhecimento mundial. O ranking universitário londrino The Time Education, por exemplo, coloca a PUCPR entre as melhores universidades da América Latina, apontando-a como exemplar na geração de pesquisa e internacionalização. Salve Valdemiro Gremski.

WILSON PICLER, UNINTER
Um objetivo exemplo de “self made man”, o professor Wilson Picler consolidou-se em 2021, aos 25 anos de existência das Uninter, como dono do décimo maior grupo educacional do Brasil. A Uninter tem 380 mil alunos, entre presencial e EAD. Com ensino de qualidade à distância, desde o início do grupo educacional Uninter, o centro universitário abriu caminhos com rara “performance” para realidade que, com a pandemia, seria parte da vida no dia a dia do país.
“O professor Picler foi dos primeiros que implantaram o projeto EAD, o ensino `a distância que hoje o mundo vai vendo como irreversível, diz a professora Leomar Marchesini. Que completa: “Ele parece que teve um momento de premonição com a presença do EAD, uma vanguarda.” Salve Picler.

CLÁUDIO LOUREIRO, HEADS
O curitibano Cláudio Loureiro, fundador e dono de uma das “jóias da coroa” do mundo publicitário brasileiro, direcionou todo “gás” de sua agência de publicidade Heads, para a Capital paulista, onde atua há dezenas de anos. A concentração de esforços em São Paulo cumpre uma necessidade que dispensa explicações, tal o potencial de grandes contas que lá estão. O que mais se observa não é a mudança geográfica, mas sobretudo a capacidade com que Loureiro adaptou seu complexo empresarial às novas realidades tecnológicas irreversíveis.
Salve o Loureiro, publicitário maior que por anos acompanhamos em campanhas nacionais para o Banco do Brasil, Ministério da Saúde, INSS, e também presente no comunicar as transformações geradas pelo segundo Governo Lerner. Exigente colecionador de obras de arte, Loureiro pode se colocar entre as inteligências privilegiadas do Paraná de hoje. É sobretudo um compromissado com a sociedade que o fez um de seus campeões. Salve o Cláudio Loureiro!

LUIZ FERNANDO DE QUEIROZ, BONIJURIS
Queiroz continua apostando nos meios impressos de comunicação, assim “remando” até contra todas as marés. Um dos seus investimentos mais expressivos – e possivelmente o mais importante – é a revista Bonijuris, que ele mesmo edita, com apoio de alguns convidados. E com a colaboração de um sem números de operadores do Direito e professores da área, de todo o país.
Apostando tempo e dinheiro na Bonijuris (nome também de sua editora), Luiz Fernando de Queiroz é também ligado à coleção (de que sou o autor) de livros Vozes do Paraná – Retratos de Paranaense, que neste ano lançou o décimo segundo volume. Trata-se de uma série de perfis de homens e mulheres que fazem o Paraná de hoje.
Ainda sobre a revista Bonijuris: editor e responsável único pela comercialização, Queiroz faz as vendas de assinaturas, de publicidade e patrocínio do veículo. E assim Queiroz conseguiu um feito raro em termos paranaenses|: sua publicação especializada – com 5 mil exemplares enviados a todo o Brasil – hoje se paga com o trabalho de garimpagem desse advogado (e também com formação em jornalismo).
Os longos braços de Queiroz (e sua esposa Elin) têm profunda repercussão social, visíveis em projetos como “Zeladores de Vizinhanças” e “Alpinistas Urbanos”, que merecem ampla abordagem a parte. Salve Luiz Fernando de Queiroz!
