
Com menos de 1 ano de vida, o portal de notícias brasiliense Fato Online teve decretada a sua morte nessa segunda-feira (29). Tudo porque seu proprietário, Sílvio de Assis, deixou a tarimbada redação – formada por nomes como Helena Chagas, Andrei Meireles, Cecília Maia, Tales Faria, Orlando Brito e Lúcio Vaz, entre outros profissionais de peso – a ver navios.
Os jornalistas e demais funcionários do portal não veem a cor do dinheiro simplesmente desde 31 de dezembro, quando receberam o salário de novembro. Se foi ruim para quem trabalha em Brasília e podia usar a estrutura do portal, o que dizer da correspondente mantida em Curitiba exclusivamente para cobrir Operação Lava-Jato e que se encarregava das despesas de deslocamento e transmissão de dados para a cobertura? Uma situação simplesmente insustentável.
Foram 3 meses trabalhando sem remuneração, período em que deram ao dito empresário todas as oportunidades para sanear suas dificuldades, pôr os pagamentos em dia e definir o futuro de tão jovem empreendimento de comunicação. O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal e o Ministério Público do Trabalho acompanharam tudo, o que não foi suficiente para evitar o desfecho.
No começo dessa semana – esgotado o último dos incontáveis prazos anteriormente pedidos por seus representantes, irmãos e também diretores Sérgio Assis e Sandra Assis – tudo o que a comissão encarregada de negociar o impasse ouviu de Sílvio Assis foi mais uma manifestação clara de desrespeito ao Jornalismo e à reputação dos profissionais de imprensa que deram o seu melhor pelo portal.
O cidadão – que há pouco mais de 1 ano afirmou ter cacife para manter o novo veículo por meios próprios durante 2 anos, até o início do retorno comercial efetivo – teve a cara-de-pau de propor o seguinte:
1 – Transformar o passivo em sociedade com os que ganham melhores salários e
2 – Quanto aos menos aquinhoados, parcelar o débito em quatro parcelas pagas a partir do final de março. Além disso, todos teriam reduzidos seus ganhos em 20%.
Muito fácil para quem, de sua bela casa no Lago Sul da capital federal, arrota grandeza e se gaba de ser próximo de políticos como Sarney. É de empresários de comunicação assim que país nenhum precisa. É ou não um caso de polícia?
