Slaviero, Debiase, David Campos, Hudson José; advogados Glomb, Clève, José Machado de Oliveira, Luiz Fernando Pereira, Hélio Gomes Coelho Junior…

DANIEL SLAVIERO aparecerá na ponta, obrigatoriamente, em qualquer avaliação de performance de executivos que atuam em estatais paranaenses. O presidente da COPEL opera com a destreza esperável essa que a maior empresa paranaense. Sua sólida formação, a herança familiar – Pimentel e Slaviero – e o currículos de amplitude nacional fazem de Daniel uma das melhores revelações apontadas pelo Governo Carlos Massa Ratinho Junior.
COMUNICAÇÃO ESTATAL

JOÃO EVARISTO DEBIASE, o secretário de Comunicação Social do Estado do Paraná, é presença discreta no Governo do estadual, em que enfeixa, ao mesmo tempo, a área de Cultura. Servidor público que já ocupou posição similar, quando foi secretário de Comunicação de Santa Catarina, DeBiase opera com folgada habilidade essas áreas que, por natureza, são classificadas como “extremamente sensíveis”.
A passagem de DeBiase pela Secretaria de Estado do Planejamento, de onde foi chamado para a Comunicação Social e Cultura , igualmente expôs a outra face do comunicador, profissional que “ faz da missão recebida quase um sacerdócio”, como a ele se refere um deputado federal, que pede anonimato.

DAVID CAMPOS E HUDSON JOSÉ ROBERTO
Num ano difícil sob todos os títulos, a área de Comunicação do Governo do Paraná atuou com eficiência, evitando pânico diante da pandemia, e driblando outras mazelas que nos afetaram em 2021.
É o caso, por exemplo, da crise hídrica, a maior e mais resistente que o Paraná já experimentou ao longo de sua história. Os comunicadores do poder público souberam enfrentar a dura situação, sem fugir da verdade em suas informações, mas, ao mesmo tempo, temperando-a para a correta absorção do público alvo. Por isso tudo, os Comunicadores da COPEL (comandados –pelo diretor David Campos) e da SANEPAER, capitaneados por Hudson José Roberto fizeram à perfeição a lição de casa, muitas vezes indo até além do dever, como opina um deputado estadual.

ADVOCACIA PARANAENSE
A morte do jurista René Ariel Dotti foi a grande perda para o Direito brasileiro este ano. Seu legado permanece e se expõe, com sua filha Rogéria, e alguns quadros especiais da área, como Francisco Zardo, Gustavo Scandelari, Alexandre Knopfholz, Julio Brotto, e mais duas dezenas de advogados. O grupo continua garantindo a excelência de atendimento que o mestre Dotti passou a todos.





JOSÉ LUCIO GLOMB é dos primeiros nomes lembrados quando se aborda o Direito do Trabalho, área a partir da qual se tornou uma referência no Brasil desde o final dos 1970. Sua banca advocatícia, em Curitiba e SP , reúne especialistas de múltiplas áreas do Direito. Além de profissional de singular grandeza, Glomb exerce inegável liderança na comunidade abrangente, sendo notória a sua ação em favor de entidades sociais. Ex-presidente da OAB-PR, é sempre lembrado por sua voz prudente a cuja audição a sociedade paranaense muito requer.

HÉLIO GOMES COELHO JUNIOR, professor de Direito do Trabalho na PUCPR, tem seu nome e sua espertise – e de sua banca advocatícia em Curitiba – associados a um sem número de corporações as quais representa. Consolidada liderança nos meios do Direito, já presidiu o Instituto dos Advogados do Paraná, e preside o Colégio dos Presidentes de Institutos de Advogados do Brasil. As aulas de Hélio são “sempre magistrais”, garante-me um aluno desse professor fundamente engajado com a proposta de bem formar os futuros bacharéis do Direito. Dessa forma, Hélio Gomes Coelho Junior não pode dar melhor exemplo: seus textos são procurados por exigentes editores, como Luiz Fernando de Queiroz, da revista Bonijuris, que considera “imprescindível a colaboração de Hélio, de acordo com o feed-back que recebo de seus leitores…”


JOSÉ MACHADO DE OLIVEIRA é o sênior do Prolik Advogados. Seu nome e o do escritório que lidera são associados à excelência de ações advocatícias na área tributária. O veterano causídico enfeixa toda uma história do Direito no Paraná, sendo notada sua participação em dezenas de anos a partir de quando se associou a Augusto Prolik. Eram tempos em que as notáveis bancas estavam iniciando no Paraná, tempos em que o Prolik Advogados empreendia uma caminhada para liderança, a partir de escritório montado no “histórico” Edifício Azulay, na Rua Dr.Muricy com Rua XV. No Azulay também estava instalado René Dotti, assim como a banca do antológico Hélio Narezi. José Machado de Oliveira vai além da competência profissional comprovada: continua a ser uma espécie de bússola segura ao corpo de causídicos de sua banca sempre nominada entre as melhores do país na área de tributos.

CLÈMERSON MERLIN CLÈVE: não me canso de registrar que o professor Clève – agora imortal da Academia Paranaense de Letras – tem uma raridade em seu histórico: é o advogado/professor que fez parte das bancas de doutoramento de 3 ministros do atual STF. Ele até não toca no assunto, mas acho relevante mencioná-lo para melhor compreensão da importância desse recém aposentado professor da UFPR, constitucionalista de amplo perfil e reconhecimento nacional. E, ao mesmo tempo, sólido produtor de doutrina jurídica, boa parte dela espraiada em farta bibliografia editada no país. Os pareceres de Clève estão em muitas decisões dos tribunais supriores.

LUIZ FERNANDO CASAGRANDE PEREIRA estará sempre em qualquer relação nacional em que se procurem os nomes mais importantes e acatados do Direito Eleitoral.Sua banca de advocacia atende amplos segmentos do Direito, mas Pereira é a maior referência do grupo. E no rol de sua clientela, aparecem notáveis da República, até ex-presidentes. Uma das marcas mais fortes de Pereira é a sua franca adesão ao magistério do Direito, atuando em cursos de pós-graduação. Seu nome hoje tem repercussão ampla no jornalismo profissional do país.

LUIZ CARLOS ROCHA – entre os amigos, ele é apenas o “Rochinha”, filho do sempre lembrável Espedito de Oliveira Rocha, um misto de escultor de acatamento nacional e militante político. Rocha, que já foi personagem de meu livro Vozes do Paraná, Retratos de Paranaenses, é testemunha de tempos difíceis, vividos na ditadura militar, quando teve de se exilar com a mãe e irmãos numa comunidade interiorana do Paraná. O pai estava foragido, perseguido político. O escritório de Rocha contém vários momentos de relevância na vida política do país.

Por exemplo, por duas vezes, vindo a Curitiba para prestar depoimentos, o ex-presidente Lula tirou uma sesta no espaço de Rocha. Na verdade, Rocha foi o advogado que quase diariamente visitou o ex-presidente na Polícia Federal. Isso por dois anos. Sólidos conhecimento jurídico e habilidades de discurso fazem de Rocha alguém com muita luz no Direito em Curitiba, e detendo valiosas conexões nacionais.

