
Aliados do ex-juiz e pré-candidato a presidente da República, Sergio Moro, estão incomodados com a falta de iniciativa dos quadros do PODEMOS. Eles pedem o fim do amadorismo do partido e cobram mais proatividade na condução das articulações com aliados e no discurso para cativar os eleitores que estão indecisos ou tendem a deixar de apoiar os demais postulantes do cargo.
Tem que acabar com esta postura e esta situação de viver num mundo paralelo, afirmam eles, que já fizeram a mensagem chegar ao três senadores do Paraná e as principais lideranças em nível nacional do PODEMOS. O brasileiro não quer viver numa situação assim, mas quer discutir problemas do dia a dia, fome, saúde e sobrevivência.
A falta de profissionalismo do partido se tornou cada evidente após a assinatura do ex-procurador da Lava Jato Deltan Dalagnoll. O ato, que passou quase desapercebido da opinão pública, foi marcado pela desorganização. A mesma situação passaram médicos e outros grupos que dão apoio Sergio Moro e a operação Lava Jato, ao solicitarem atos de filiação em massa para chamar a atenção da mídia.
Como não houve encaminhamento para atender as necessidades, poucos representantes das categorias conseguiram se filiar, uma vez que precisaram abandonar seus postos de trabalho em plena atividade. O discurso do partido precisa ser direcionado para a organização da sociedade, mas na prática não acontece isso, reforçam os apoiadores de Moro.
Eles citam ainda o adesivaço promovido pelo Movimento Curitiba Contra a Corrupção, em 26 cidades do Brasil e afirmam que ficaram surpreendidos com a aceitação de Moro no Nordeste, que até então seria um reduto forte dos principais candidatos a presidência.
NA REDE
As discussões sobre a falta de ação das lideranças do partido já tomou conta dos grupos de Whatsapp de apoiadores Sergio e Deltan e próprio partido PODEMOS. Eles cobram ainda um coordenador que fique responsável pela filtragem dos pedidos de apoio a campanha e das ideias e sugestões para o programa de governo do ex-juiz.
As falhas e o despreparo que marcam a pré-campanha de Moro, que não consegue reagir à torrente de fake news dos concorrentes, já ganharam destaque no Antagonista. Em apenas um fim de semana, lembra o portal, o ex-juiz foi alvo de duas fake news.
A desinformação e a destruição de reputações compõem hoje o principal arsenal eleitoral de petistas e bolsonaristas, que veem em Moro o inimigo comum a ser abatido. No PODEMOS, a ficha ainda não caiu, afirma O Antagonista.
