
Mesmo que sem intenção de registrar História, as fotos de Orlando Azevedo, cuja exposição abriu no MON, têm todo nexo com o Paraná a partir de meados dos 1960. Foi nesse período que o português Orlando se apresentou aos paranaenses, primeiramente fazendo música, como parte do conjunto musical A Chave. Depois se revelaria fotógrafo diante de cuja obra não podemos ficar silenciosos.
Orlando e Willma Slomp estiveram por anos fazendo uma dupla de raras qualidades; ela, especialmente como arquiteta.

ESCOLA DE FLORESTAS
Conheci Orlando a partir de meados dos 1960, quando a Escola Nacional de Florestas mudou-se de Viçosa, Minas Gerais ( ela estava localizada na Universidade Federal de Viçosa) para a UFPR.
O pai de Orlando Azevedo era um dos notáveis mestres mundiais que a FAO contratara para implantar aquela escola internacional de florestas que, por razões estratégicas, seria deslocada para a Curitiba.
Os “clicks” de Orlando revelam, muito além do artista por trás das lentes, um artista plástico de rara sensibilidade. Confira na mostra que está no MON.
