
A prosa e a poesia de Luci Collin estão na moda. Após 15 livros publicados, a autora curitibana começa a despertar, realmente, a atenção da crítica literária que influencia corações e mentes em âmbito nacional.
Dia 17 de janeiro, a “Folha de S.Paulo” dedicou uma página inteira da “Ilustríssima”, o caderno dominical de cultura e arte, para a artista curitibana. No texto “A linguagem como matéria em Luci Collin”, o crítico Luiz Costa Lima analisou dois livros dela, “Trato de silêncios” e “Querer falar”.
LUIZ COSTA LIMA
Um dos mais importantes críticos brasileiros, Lima, professor emérito da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUCRJ), consagrou a poética de Luci. Mas, além disso, afirmou algo que chama a atenção.
Comentou que o “desconhecimento” da obra de Luci Collin, após uma dezena de livros, é algo “criminoso”.

lançamento de “Árvore Todas”
De fato, chega a ser “criminoso” ignorar a produção cultural, em especial de uma autora, nascida em 1964, hoje com 15 obras. No entanto, no meio literário, uma espécie de confraria, ela já é conhecida, muito conhecida.
Luci publica textos, poema e prosa, em revistas e jornais literários, participa de mesas de bate-papo, é até jurada de prêmios, enfim, tem a sua produção lida e discutida por escritores, poetas, jornalistas e curiosos no fenômeno cultural.
Agora, no momento em que um crítico com o poder de influência de Luiz Costa Lima chama a atenção para a produção de Luci Collin, a situação dela tende a se modificar. Depois de ser “abençoada” por Costa Lima, a tendência é que mais e mais leitores brasileiros comecem a ler, a estudar e até mesmo a festejar Luci Collin.
COM FÁBIO CAMPANA
Convém lembrar, por exemplo, que Fábio Campana, ótimo escritor, leitor atento, portanto, um editor de grande acuidade, enxergou há muito tempo a qualidade de Luci Collin. Pela Travessa dos Editores, publicou 2 livros dela, “Inescritos” (2004) e “Vozes num divertimento” (2008).
Em Curitiba, onde nasceu e vive, Luci tem reconhecimento. Dois dos mais importantes escritores da nova geração, Marcio Renato dos Santos e Assionara Souza, são leitores e divulgadores da produção de Luci.
Pós-doutora em literatura irlandesa pela Universidade de São Paulo (USP), ela leciona linguística na Universidade Federal do Paraná (UFPR), onde é admirada pelos colegas de departamento e por alunos, ex-alunos e funcionários da instituição.
EXPERIMENTAL
Produtiva, ano passado, 2015, publicou 2 livros, “Nossa senhora d’aqui”, romance viabilizado pela Arte & Letra, e “A árvore todas” (assim mesmo, singular seguido de plural), coletânea de contos que saiu com o selo paulistano da Iluminuras.
Tida por alguns como autora experimental, Luci na verdade é uma autora que não segue formas, evita inclusive se repetir e a cada novo livro se reinventa. Não será por isso que, finalmente, o Brasil, por meio da “intervenção” de Luiz Costa Lima, está, enfim, de olho em tudo o que ela escreve e publica?
Na semana passada, também, Luci foi objeto exame crítico de sua obra no jornal Valor Econômico.
