
O jornalista Cláudio Antonio Lachini, que teve importante passagem pelo Paraná como diretor da “Gazeta Mercantil”, nos anos 1990, faleceu na terça-feira (5), em São Paulo, aos 74 nos, depois de uma longa batalha contra o câncer. Seu corpo foi sepultado na quarta-feira (6), Dia de Reis, no cemitério do Morumbi, em São Paulo, onde residia. Lachini, por meio da “Gazeta Mercantil”, foi um dos responsáveis pela projeção nacional do empresariado paranaense e da pujança da economia do estado, na última década do século 20.
Carreira de destaque na “Gazeta Mercantil”
O jornalista capixaba também formado em Direito trocou sua terra natal (ES) por São Paulo nos anos 1960, onde participou do nascimento da revista “Veja” e “Expansão” (1968). Em 1974, foi para a “Gazeta Mercantil”, permanecendo por mais de três décadas, onde exerceu diversas funções de comando e encerrou sua carreira como diretor. Jornal, aliás, cuja história (80 anos) condensou no livro “Anábase”, publicado no ano 2000.
O ESPÍRITO SANTO E A ITÁLIA NO CORAÇÃO

Descendente de imigrantes italianos, Cláudio Lachini tinha muito orgulho de sua terra natal e dos antepassados de sua família – eternas fontes de suas inspirações. Tanto que, além de dominar a língua italiana e gostar de falar horas a fio das qualidades peninsulares e de seu folclore nas hostes capixabas, escreveu dois romances para honrar a sua origem. O primeiro, “Sperandio” – fragmentos de uma saga ítalo-brasileira (Editora Barcarolla, 2007), narra uma vigorosa e comovente crônica da história da imigração, para o Espírito Santo, dos primeiros pioneiros, através do personagem Sperandio Zibaldone.
O segundo romance, “Vasco – Memórias de um precursor da globalização” (Editora Barcarolla, 2009), conta a história de Vasco Fernandes Coutinho, um fidalgo português – o primeiro capitão donatário da Capitania Hereditária do Espírito Santo. Chegou à pequena praia de Piratininga no dia 23 de maio de 1535, que caiu em um domingo de Pentecostes, e por isso, batizou a terra da qual veio a tomar posse de Espírito Santo. Com ele vieram 60 degredados, ex-prisioneiros que, a seu pedido, o rei dom João III libertou da prisão do Limoeiro, em Lisboa.
Lachini deixa a esposa Margarida (Gaia), os filhos André e Luciana, e uma multidão de amigos em Curitiba e no Paraná todos.
Deixa especialmente fieis e atentos seguidores de suas dissertações sapienciais, amigos que se reuniam em torno dele em momentos de boemia e em confraternizações (muitas).
