terça-feira, 14 abril, 2026
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Cristovão Tezza: o reencontro e novos livros para 2016

Cristovão Tezza: reencontro
Cristovão Tezza: reencontro

Conheci Cristovão Tezza quando ele tinha 14 ou 15 anos, e morava com a família de Wilson do Rio Apa, 91, o escritor, em Antonina e/ou nas ilhas em que Apa, sua mulher Ester (filha de dinamarqueses) e os filhos Kim e Thor viviam em absoluta comunhão com a natureza. Era uma vida mais ou menos alternativa, o grupo todo exercitando seu poder criador também com teatro alternativo.

Um dia fui – com Jamil Snege, Luiza (sua primeira mulher) e o filho Daniel – mais um casal amigo, Rodrigo e Irina -, visitar a família em Antonina.

Moravam num casarão histórico, cenário de absoluto contraste com o teatro experimental que lá tinha palco. Naquele dia assistimos à troupe de Apa representar Antonin Tchecov, com a participação de Cristovão.

JULIANO PAVOLLINI

Depois de muitas voltas na vida, fui reencontrando episodicamente Tezza.

Uma das últimas vezes que tive contato mais amplo com ele foi há ou menos 20anos, quando, com Jamil, fui visitá-lo no apartamento da Rua XV, em Curitiba. Já era um professor de Português consolidado na UFPR, e escritor de projeção no país.

Depois me tornei leitor-admirador de Tezza, tendo consumido, numa sentada, dois de seus livros mais memoráveis: Trapo e Luciano Pavollini.

Inesquecíveis. Como inesquecível – como ele mesmo me confessa – foi a entrevista que eu e David Campos fizemos com ele, no Jornal Indústria & Comércio, no começo dos 1990, sobre sua carreira literária, que ia se firmando nacionalmente. Foi uma fala ampla e irrestrita.

Baixar-Trapo-Cristovao-TezzCATARINA E PARANAENSE

Nacionalmente, a mídia apresenta Tezza como escritor catarinense. Na verdade, é natural de SC, mas cresceu e se fez importante culturalmente no Paraná, onde se deu toda sua formação secundária e universitária.

No último sábado, 12, fui à Casa da Imagem, a galeria do Mello, para ouvir um amplo bate papo de Cristovão e João Almino. Com agenda anteriormente marcada, só pude ouvir o depoimento de Almino, sobre sua infância, carreira literária e os caminhos que o levaram a ser conhecido sobretudo como um escritor que centra suas histórias em Brasília. Sobre o assunto depoimento de João Almino, voltarei a ele, proximamente.

Hoje quero anunciar que Tezza tem um romance já acabado, mas sem data de lançamento. E que a Recorde, a editora dele, tem pronto, para lançamento em fevereiro, de “A Máquina de Caminhar”, a segunda e última coletânea de crônicas de Cristovão.

A seguir, o e-mail que ele me mandou com suas novidades:

NOVOS LANÇAMENTOS

‘Aroldo, foi um prazer reencontrá-lo.

De novidades, lembrei que em fevereiro a Record lança “A máquina de caminhar”, minha segunda (e última) coletânea de crônicas, organizada por Christian Schwartz e ilustrada pelo Benett. O livro inclui um ensaio que fiz sobre a experiência de cronista (chama-se “um discurso contra o autor”).

O novo romance deve sair apenas no final do ano que vem – ainda é muito cedo para falar nele.

Agora estou descendo para a praia e só devo voltar em 2016 – estou tirando um bom descanso, que o ano foi corrido.

Para você, um ótimo final de ano, boas festas, e um ano novo sensacional!

Abraço do

CRISTOVÃO TEZZA’

PS: você encontra informações sobre meus livros no meu site. Dê uma conferida aqui: http://www.cristovaotezza.com.br/p_obras.htm

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