
Jaime Lerner não se considera muito próximo do novo presidente da Argentina, Maurício Macri, prefeito de Buenos Aires até agora. Mas se conhecem bem e têm relações cordiais. E há anos.
O primeiro encontro foi quando Macri esteve em Curitiba, ainda candidato a prefeito pela primeira vez (foi derrotado, então). Conheceu a cidade, que diz sempre admirar por seu desenho urbano e pela qualidade de vida de sua população.
Na próxima tentativa eleitoral, anos depois, Maurício Macri se saiu bem, foi eleito prefeito de BA. Foi quando também chamou Jaime Lerner – convite aceito – para fazer palestras sobre desenvolvimento urbano à equipe que o prefeito estava montando. O que, então, pode ser entendido como alguma forma de transferência de ‘know how’ do urbanista curitibano e cidadão do mundo.
“Lerner fez palestras à equipe de Macri. Antes, propusera a requalificação do “La Bombonera, o estádio do Boca Junior”

A mais forte ligação do urbanista que revolucionou nossa história – com a grande intervenção urbana do começo dos 1970 -, com novo presidente, deu-se independentemente da política. Foi antes da eleição de Macri a prefeito da Capital portenha: tempos em que ele presidia o Boca Juniors, uma das paixões nacionais dos “hermanos”. E deu-se porque Lerner, sabedor da intenção que havia de a diretoria do clube promover a mudança do ‘La Bombonera’ (o estádio) para outro espaço, sugeriu a requalificação do local, com sua ampliação.
A ideia foi bem aceita. Não foi adiante em face da eleição de Macri a Prefeito: com ela, o assunto passou à alçada de novo presidente do Boca, que acabou não dando continuidade à proposta do urbanista Lerner.
– Não somos amigos, mas Macri e eu temos boas relações, explica Lerner.
