sábado, 11 abril, 2026
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Prefeitura desistiu do hospital da área norte de Curitiba

O que resta da antiga garagem do Atuba hoje
O que resta da antiga garagem do Atuba hoje

Foi-se água abaixo – por falta de recursos materiais – a perspectiva de Curitiba ter o seu grande hospital geral público, o Hospital da Área Norte, que estava para nascer depois de muitos estudos sob o patrocínio da Prefeitura.

O hospital, planejado para 200 leitos, teria sido um dos “sonhos” do prefeito Gustavo Fruet, segundo disse ontem à coluna um médico de larga experiência em política de saúde pública, que se envolveu amplamente no trabalho de ‘pensar’ a obra. O local estava bem definido e para ele existia até um projeto de engenharia acabado. Ele seria erguido na antiga garagem da Penha, num terreno de muitos milhares de metros quadrados de área.

IA SER DE IGREJA

A área chegou, muito antes, a ser anunciada como vendida à Igreja Mundial do Poder de Deus, do chamado apóstolo Waldemiro Santiago, instituição religiosa neopentecostal que comprou um amplo imóvel no Batel, onde outrora funcionou um bingo.

MASSUDA

Hospital Rocio, de Campo Largo e a Igreja do Poder de Deus, que existe na antiga garagem do Atuba.
Hospital Rocio, de Campo Largo e a Igreja do Poder de Deus, que existe na antiga garagem do Atuba.

O ex-secretário municipal de Saúde, Massuda, e o atual, foram amplamente envolvidos na tentativa de construir o Hospital Norte, com o que o Município de Curitiba poderia resolver um de seus gargalos mais traumatizantes na área do atendimento via SUS.

Com ele seria possível atender a enorme demanda da população que vem a Curitiba em busca de médicos e remédios, proveniente de Colombo, Almirante Tamandaré, Pinhais.

Seriam 30 ou 50 mil pessoas mês? Os dados não estão disponíveis a consulta “mas andam por aí os números”, segundo uma fonte da Prefeitura.

CONVÊNIOS

Quem aparentemente ‘resolveu’ o problema de atendimento médico de sua população foram as dezenas de municípios paranaenses que fizeram convênios com o Hospital Rocio, de Campo Largo. Eles pagam um valor mensal ao hospital – que pode receber cerca de 600 pacientes/dia – e, de certa forma, livram-se do “problema” de investir em saúde via SUS.

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