
Enquanto prepara a terceira edição (revista e ampliada) de sua obra fundamental sobre a imigração italiana no sul do Brasil, Beatriz Pellizzetti não abandona o pendor de apreciadora da arte. Em sua mansão ancestral, em Rio do Sul – SC, ela destinou uma ala para o funcionamento de um “picola galeria de arte”. E, como convém, será inaugurada, ao final deste mês, com exposição do artista italiano atualmente residente em Florianópolis, Franco Gentili. As obras constantes da exposição são extremamente originais, com castelos da região de Trento – Itália desenhados sobre pedras incorporadas às telas.
BEATRIZ (2)
Beatriz Pellizzeti, a anfitriã do artista, desenvolveu sua atividade cultural em Curitiba, inicialmente como professora de história na rede estadual de ensino e na Universidade Federal do Paraná, onde doutorou-se e aposentou-se. O livro que vai lançar em terceira edição é uma das muitas obras que escreveu sobre a história da imigração italiana, muito elogiado pelos estudiosos italianos do assunto. Paradoxalmente, há menos repercussão no Brasil, já que a primeira edição da obra foi em francês (tese de pós-doutorado na Sorbonne) e a segunda em italiano. Também em italiano será a terceira edição, pois a Editora da UFPR não se interessou em lançar a obra em português.
BEATRIZ (3)
Franco Gentili nasceu em Verona, durante a Segunda Guerra Mundial; jornalista e escritor. Convidado para vir ao Brasil pelo Ministério da Justiça para uma série de conferências sobre tortura em diversas universidades brasileiras, trouxe da Itália a Mostra Internacional de Instrumentos de Tortura Medievais, a Mostra sobre a História do Nazismo e aquela sobre A Vida de Leonardo da Vinci. Franco vive atualmente em Florianópolis.
Além de pintor, tem dez livros publicados, seis dos quais traduzidos para o português.
