domingo, 14 junho, 2026
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Progressistas quer filiar dois nomes de peso

Carlos França, ministério do Exterior

Além do próprio senador Ciro Nogueira, que é presidente do partido e deve ser anunciado ministro da Casa Civil por Jair Bolsonaro na próxima semana, o Progressistas avança sobre a Esplanada dos Ministérios com a filiação de mais dois nomes de peso do primeiro escalão do governo: Fábio Faria, das Comunicações, e Tereza Cristina, da Agricultura. A filiação de Fábio Faria, que é do PSD, já é dada como certa.

O ministro é amigo de Ciro Nogueira e convidou o senador para acompanhá-lo em duas viagens oficiais que fez em junho, uma para os Estados Unidos e outra para Espanha e Itália. Deputado e genro de Silvio Santos, dono do SBT, Faria assumiu o ministério há um ano e é considerado cota pessoal de Bolsonaro. Já a ministra Tereza Cristina ainda não bateu o martelo, mas já sinalizou que trocará o DEM pelo Progressistas, legenda que também defende os interesses do agronegócio.

2 – Heinze vai virar titular da CPI.

A nomeação do senador Ciro Nogueira para a Casa Civil da Presidência da República vai gerar mudanças na composição da CPI da Covid. O presidente nacional do Progressistas integra a comissão parlamentar de inquérito e lidera a tropa de choque governista.

Com a indicação de Nogueira para o ministério palaciano, que deve ser oficializada nos próximos dias, o senador Luiz Carlos Heinze, também do Progressistas, se tornará titular do colegiado. A mudança não traz grande preocupação para o Palácio do Planalto, já que o senador gaúcho também é um defensor incondicional do presidente da República e do governo.

Luiz Carlos Heinze, entretanto, não tem o mesmo preparo ou desenvoltura política que Ciro Nogueira e sua folclórica atuação na CPI da Covid tem sido ridicularizada nas redes sociais.

3 – Diplomata não escapou.

A remoção do diplomata Flávio Werneck, assessor internacional do Ministério da Saúde, para cargo no Consulado do Brasil em Londres não impedirá a investigação da CPI sobre a sua participação nas negociações encabeçadas pelo ex-ministro Eduardo Pazuello para a compra de vacinas.

O movimento, autorizado pelo ministro Carlos França, das Relações Exteriores, foi revelado por Crusoé nesta quarta-feira, 21. Werneck foi cedido ao Ministério da Saúde em junho de 2020 pelo então chanceler, Ernesto Araújo, e nomeado para chefiar a assessoria internacional da pasta pelo general Eduardo Pazuello, até então ministro interino da Saúde.

(Da Crusoé)

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