
(Do G1)
O ex-marido de Ana Campestrini, Wagner Oganauskas, e um amigo dele, Marcos Antonio Ramon, viraram réus por feminicídio. A juíza Mychelle Pacheco Cintra Stadler, da 1ª Vara do Tribunal do Júri de Curitiba, aceitou a denúncia do Ministério Público do Paraná (MP-PR) nesta quarta-feira (21).
A mulher foi morta a tiros quando chegava em casa, em 22 de junho deste ano. Segundo a denúncia, Oganauskas pagou R$ 38 mil para que Ramon executasse a ex-companheira.
Conforme a decisão desta quarta, os dois vão responder por homicídio qualificado por ter sido cometido mediante pagamento de recompensa, recurso que impossibilitou a defesa da vítima e também por feminicídio.
Os dois tiveram as prisões temporárias convertidas em preventivas – por tempo indeterminado. Em nota, os advogados informaram apenas que os acusados estão à disposição da Justiça.
Ramon e um funcionário dele, Felipe Wada, também se tornaram réus por fraude processual. De acordo com o MP-PR, os dois apagaram mensagens de celular que tratavam sobre o crime. O G1 tenta contato com a defesa de Wada.
Na denúncia, a promotoria aponta que o crime foi cometido por lesbofobia. Segundo as investigações, Wagner e Ana se divorciaram após a vítima assumir ser homossexual.
Laudos periciais
Nas imagens, é possível ver o suspeito apenas com uma blusa preta, sem a jaqueta utilizada quando os disparos foram efetuados.
Laudos periciais obtidos com exclusividade pela RPC apontam que as imagens analisadas da roupa e da moto utilizadas na execução de Ana Paula Campestrini reforçam a hipótese de que Marcos Ramon, amigo do ex-marido da vítima, é o autor dos disparos.
