
A exportação é possível graças ao uso de contêineres refrigerados, que mantêm a temperatura ideal durante toda a viagem, que dura cerca de 15 dias. O Porto de Paranaguá possui hoje a maior estrutura para este tipo de transporte em toda a América Latina. São 3.624 tomadas disponíveis na TCP, empresa que administra a operação. “Quase 60% de tudo o que é exportado pelos portos de Paranaguá e Antonina têm origem no próprio Estado. Além da soja e do açúcar, os paranaenses exportam muita carne, celulose, madeira e produtos industrializados”, diz o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.
PORTUGAL E ALEMANHA
No caso do sorvete, o primeiro embarque vai para Portugal e Alemanha. A maioria dos 14 mil potes – 7 toneladas de produtos – será comercializada em quase 250 supermercados portugueses. Parte vai para uma feira gastronômica alemã.
A fábrica Gela Boca também está de olho em novos mercados e as exportações para os Estados Unidos devem começar ainda neste ano. “A escolha pelo Porto de Paranaguá se deu não apenas pela proximidade, mas por recomendações do próprio importador pela agilidade e qualidade dos serviços prestados”, afirma Thiago Ramalho, um dos sócios da empresa.
Ele conta que a aposta é no que chama de “mercado da saudade”. Os sorvetes foram desenvolvidos especialmente com frutas do Brasil, como mamão-papaia, abacaxi, acerola, caju e graviola, e são vendidos para brasileiros que moram no Exterior.
(AEN)
