
Em meio à crescente pressão popular pelo impeachment do presidente Jair Bolsonaro, com manifestações mais frequentes em Brasília, a Câmara dos Deputados resolveu abrir licitação para comprar cerca de mil unidades de armamentos. Segundo a casa, o objetivo é fazer o “controle de distúrbios civis pelo Departamento de Polícia Legislativa da Câmara dos Deputados”. Entre os itens que serão comprados estão 270 projéteis e granadas de emissão e dispersão lacrimogênea, além de 200 balas de borracha. Desde que a CPI começou a revelar as omissões do governo Bolsonaro na pandemia e até indícios de corrupção, as manifestações populares se intensificaram. Em Brasília, os protestos ocorrem na Esplanada dos Ministérios.
2. Estatal precária
Criada em 2019 pelo presidente Jair Bolsonaro com a finalidade de controlar o tráfego aéreo no país, a estatal NAV Brasil nasceu com orçamento inicial estimado em 25 milhões de reais. A pandemia, entretanto, atrapalhou os planos de Bolsonaro de tornar a empresa autossuficiente, como inicialmente previsto. Com a crise na aviação, as tarifas pagas pelos donos de aeronaves minguaram e a NAV Brasil não conseguiu se manter sem a ajuda do Tesouro.
“A solução originalmente desenvolvida ficou praticamente inviabilizada, o que impôs novo desafio aos planejadores, tornando necessária a identificação de um modo distinto de resolver o problema” , argumentou o comandante da Aeronáutica, Carlos de Almeida Baptista Junior.
Para conseguir viabilizar o funcionamento da NAV Brasil, a Aeronáutica teve de entrar em cena. Cedeu à estatal 105 equipamentos de radionavegação instalados em estações de controle do espaço aéreo. Mesmo assim, a empresa ainda opera de maneira precária.
3. Advogado com “dupla militância” entrega defesa
Após ser questionado pela Polícia Federal por defender delator e delatado no mesmo inquérito, o advogado André Callegari entregou a defesa do líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho, do MDB, ao ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral Tarcísio Vieira de Carvalho Neto. Callegari foi cobrado pela PF após admitir que representava tanto o empresário Joesley Batista, dono da J&F, empresa que controla a JBS, como Bezerra Coelho numa investigação aberta pelo Supremo Tribunal Federal.
4. As condições do MBL para fechar com o PSL
Políticos ligados ao Movimento Brasil Livre, o MBL, impuseram duas condições para ingressar no PSL visando às eleições de 2022. Primeiro, aguardam o expurgo de todos os bolsonaristas que ainda permanecem na legenda, como próprio deputado Eduardo Bolsonaro, filho 03 do presidente Jair Bolsonaro. Segundo, querem a garantia de que o deputado estadual Arthur do Val será o candidato a governador de São Paulo pela sigla no ano que vem. O grupo planejava migrar em peso ao Patriota, mas a entrada do senador Flávio Bolsonaro na legenda e a possível filiação do próprio presidente da República forçou o MBL a procurar um novo abrigo. As conversas com o PSL estão bem avançadas.
(Fonte: Crusoé)
