
Nos últimos dias, assistimos algumas reportagens em que pessoas perderam o controle, não suportando esperar, quebraram objetos, desrespeitaram profissionais. Outro despiu-se ao ser solicitado o uso da máscara e tentou entrar no meio de transporte, sem máscara e nu. Outra agrediu um gerente de mercado com um skate, pelo mesmo motivo. Pessoas agredindo e humilhando agentes que estão cumprindo as normas que obrigam o uso da máscara. Algumas situações podem refletir a pressão que alguns estão passando com a pandemia, como desemprego, dívidas que continuam chegando, falta de alimentos, situações que podem levar qualquer um ao descontrole emocional.
O uso de máscara, com outras medidas de higiene, salvam muitas vidas. Essa informação está sendo difundida incessantemente, e é quase impossível alegar desconhecimento. Então, o que leva algumas pessoas a acreditarem que estão acima da lei? Por que pessoas não se protegem e expõem outras a perigo? Desprezo às leis e a autoridade? Com certeza, mas também demonstram desprezo por outras pessoas e querem impor suas vontades a outrem.
A comunidade só é forte e consegue superar problemas quando há preocupação de uns para com os outros. A Bíblia, em 2 Timóteo 3 nos diz:
1.Sabe, porém, isto, que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos.
2. Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos,
3. Sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons,
4. Traidores, atrevidos, orgulhosos, mais amantes dos deleites do que amantes de Deus,
5. Tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te.
Quando o indivíduo se coloca como o centro de todas as coisas, torna-se incapaz de ver o outro e inábil para contribuir com a sociedade. Sua forma de pensar é a correta, o resto não importa. O individualismo é o imperativo. A coletividade é insignificante. Os escândalos envolvendo a má utilização e desvios de recursos destinados ao combate ao coronavírus, por alguns gestores públicos, reforçam o pensamento da insignificância da comunidade, escárnio com as leis e a convicção da impunidade.
O Brasil nunca enfrentou grandes catástrofes, talvez por isso o senso comunitário não está tão arraigado quanto deveria. Uma sociedade bem estruturada depende de respeito, comprometimento e responsabilidade de todos. O bem comum deve prevalecer. Os interesses individuais não podem sobrepor aos da sociedade. Espera-se que ao término da pandemia os brasileiros, que destoam da convivência comunitária, estejam mais voltados para o coletivo do que para o individual.
Abraços a todos(as) e que Deus os(as) abençoe!
Coronel PM RR Audilene Rosa de Paula Dias Rocha
