
*Vinícius Sgarbe
Quando eu era criança, aprendi na escola dominical de uma igreja evangélica de bairro a procurar por pênis em desenhos da Disney. É uma história tão macabra que nos anos de terapia achei que poderia ter modificado o factual da coisa. Mas não.
Encontro a cada semana um jovem que teve o desenvolvimento infantil atravessado por ventos de doutrinas, qual seja o mais letal esse abuso sexual disfarçado de localizador evangélico de pênis em desenhos da Disney. O professor dava pausa na Pequena Sereia e nos mostrava os pênis.
É hora de botar o pênis na mesa, bater o cacete duro com nossas convicções mínimas sobre razoabilidade, educação de filhos. Uma palmada? Problema dos pais. Uma religião? Problema dos pais. Mas. Mostrar pênis para crianças acho que é o verdadeiro kit gay.
Agora, a linguagem se desenvolveu, claro. Minha mãe chora como uma crianças quando tocamos nesse assunto da escola dominical. O que a gente não pode é deixar que aquele tipo de abuso sexual infantil em igrejas evangélicas de bairro continue sob outros pretextos.
Encontramos recentemente uma das propaladoras da neurose obsessiva por pênis na Pequena Sereia e ela mais que imediatamente queria que comprássemos um curso de um tal pastor. Sério? É disso que se trata. Se a gente continuar burro, vamos morrer pastando.
