sábado, 20 junho, 2026
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Afinal, matrizes africanas não importam em Curitiba?

Carol Dartora. Foto: divulgação.

Pastor Marciano apresentou à Câmara de Curitiba, e teve parecer favorável da relatora, vereadora Sargento Guerrero, projeto que instituiu uma data para combate à chamada Cristofobia em Curitiba.

Acho que é excesso do legislador, pois a matéria – direito ao livre exercício de religião – está contemplado na Constituição do país. De qualquer forma, a proposta deve ser transformada em lei. Mas com palavra da oposição. Tal como fez a vereadora Carol Dartora (PT), que disse ser desnecessária a preocupação com a chamada Cristofobia no país onde 81% se declaram cristãos.

Carol, neste ponto, puxou a discussão para uma realidade que tem de ser observada, especialmente pelos cristãos: a perseguição que sofrem, no Brasil, as religiões de matrizes africanas. São muitas as queixas que umbandistas e outros ritos afro apresentam de perseguições. E apontam grupos evangélicos como perseguidores.

Vereador Marciano Alves

EM CURITIBA

Dartora tem razão quanto às matrizes africanas sendo perseguidas. Mas não é o caso de Curitiba, onde pelo menos um enorme terreiro de umbanda – Pai Maneco-, comandado pela jornalista Lucilia Guimarães, reúne sem problemas milhares de fieis diariamente.

E olha que a clientela do Pai Maneco é democrática: grande numero de desembargadores e juízes, deputados, professores, empresários, dondocas do society, e gente do povo.

A esse propósito sugiro a leitura do livro “Oração de Traficante”, de autoria de socióloga da Universidade Federal Fluminense.

Terreiro “Pai Maneco”

 

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