sábado, 20 junho, 2026
HomeMemorial1 - Quem levou o “mensalão de Bolsonaro” no PSL.

1 – Quem levou o “mensalão de Bolsonaro” no PSL.

Como revelou a mais recente edição semanal de Crusoé, parlamentares do PSL foram contemplados com 92 milhões de reais do chamado orçamento paralelo do Palácio do Planalto, montado com recursos do Ministério do Desenvolvimento Regional.

Em entrevista, o deputado Junior Bozzella detalhou como funcionou a distribuição desse dinheiro, que privilegiou os deputados mais alinhados com o presidente Jair Bolsonaro e que declararam apoio à candidatura de Arthur Lira à presidência da Câmara.

Coube ao então líder do PSL na casa, Felipe Francischini, organizar a liberação da verba, em dezembro do ano passado. O deputado reservou para si próprio o maior montante: 17 milhões de reais. O dinheiro foi enviado a municípios do Paraná que compõem sua base eleitoral.

O segundo que mais recebeu recursos foi o atual líder do PSL, Major Vitor Hugo, agraciado com 11 milhões de reais. Em seguida, como terceira no ranking, aparece a presidente da CCJ, a deputada bolsonarista Bia Kicis, que pôde indicar o destino de 8 milhões de reais.

2 – O marqueteiro Ramagem.

Apesar de comandar um órgão que deveria ser eminentemente técnico, o diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência, Alexandre Ramagem, deixa transparecer seu perfil político nas redes sociais. Usuário do Twitter desde 2012, o delegado passou a usar a plataforma para fazer propaganda do governo federal em abril. De lá para cá, intensificou as postagens e, hoje, recorre ao espaço também para sair em defesa de aliados de Jair Bolsonaro.

Geraldo Alckmin

3 – A “vingança política”.

A relação entre Geraldo Alckmin e Gilberto Kassab ficou marcada pelo duelo que eles travaram na eleição municipal de 2008. Na ocasião, Kassab isolou Alckmin e garantiu a reeleição como prefeito de São Paulo. Mesmo com o apoio de Kassab à fracassada candidatura de Alckmin a presidente da República dez anos depois, em 2018, as rusgas do passado os mantiveram afastados.  Agora, o cenário mudou.

Alckmin está determinado a concorrer a governador de São Paulo pela quarta vez em 2022, mas tem um grande obstáculo pela frente: a candidatura do vice-governador Rodrigo Garcia, que trocou o DEM pelo PSDB no mês passado justamente para disputar a sucessão do governador João Doria. Para Alckmin, restam duas opções: disputar prévias com Rodrigo Garcia, cujo grupo político controla o diretório paulista do PSDB, ou deixar o partido que ajudou a fundar há mais de 30 anos.

Gilberto Kassab

A segunda opção é considerada a mais provável, segundo aliados do ex-governador. É aí que aparece Gilberto Kassab. O presidente do PSD já ofereceu sua legenda para Alckmin tentar voltar ao Palácio dos Bandeirantes — o tucano também mantém conversas com o DEM, mas os democratas dizem ser difícil que ele se filie ao partido. Além do comando do maior estado do país, um sentimento de “vingança política” também une Alckmin e Kassab neste momento.

4 – O mundo “à mercê” da pandemia.

A Oxfam é uma organização civil criada na Inglaterra durante a Segunda Guerra Mundial para aliviar a fome e a pobreza na Europa. Nos anos 1990, a entidade se reorganizou em escala global e hoje inclui 20 organizações em 90 países. Com a pandemia de coronavírus, a Oxfam tem sido uma das entidades mais ativas em defesa de um plano de vacinação global mais equitativo, que contemple também os países pobres. “Países como o Canadá compraram vacinas para imunizar toda a sua população cinco vezes“, diz Maitê Gauto, gerente de programas da Oxfam Brasil, a Crusoé.

(DA REVISTA CRUSOÉ)

Leia Também

Leia Também