
Fiquei surpreso com a surra que o deputado federal Takayama levou na tarde de quinta-feira, em Brasília, que lhe foi aplicada por um motorista do senador Delcídio Amaral, encrenca motivada por suposta disputa por vaga de estacionamento no Congresso.
A gravação de câmara de segurança acabou mostrando que o motorista é quem tinha razão e que foi agredido pelo deputado, tendo por isso reagido com violência.
O porquê de minha surpresa tem uma explicação: sempre se divulgou que o deputado e pastor da Assembleia de Deus Takayama seria um terceiro (Dan) grau de karatê. Quer dizer: um lutador qualificadíssimo da milenar arte marcial de seus ancestrais japoneses.
Mas até entendo porque tenha levado a pior e sido hospitalizado depois da briga: Takayama esteve entre a vida e a morte, recentemente, vítima de enfarto.
Há também – é o que se fala na Assembleia de Deus – problema de “ordem disciplinar” da igreja, sobre o qual o pastor-deputado terá de responder perante “uma comissão de notáveis” da denominação. Isso pode ter agravado – a ser verdade – a fraqueza do parlamentar.
