*Vinícius Sgarbe
Escrito por mim, para a famosa lista do WhatsApp. Agora vai! – risos.
Uma pessoa bem informada toma decisões diferentes da pessoa mal informada, ainda que os dois tipos possam coincidir em uma ou outra circunstância (TIROLE, 2016).
Eu me refiro mais especificamente a entrar no Cenáculo, lugar onde Jesus Cristo celebrou a última ceia, e encontrar esculpida na parede uma obra de arte árabe. É a experiência que tive em Jerusalém. Se a peça preciosa estava lá quando da desconversa de Judas, não sei, porque eu também não estava lá.
Sei – e ainda que afetado pela plasticidade das memórias – que quando ouvia falar sobre os “filisteus” na escola dominical da Igreja Batista não sentia qualquer inimizade. Aliás, sob o viés de que Abraão teve um “filho” e um “filho da promessa”, e de que o Senhor Deus teria pedido ao pai da fé para “sacrificar seu único filho”, mantenho comigo uma pulga atrás da orelha. Até porque parece que – mesmo na narrativa judaica-cristã – o próprio Senhor Deus enviou auxílio para o pobrezinho “bastardo” no deserto.
A gente que gosta de noticiário vai investigar, claro.
Apresento a você três livros de dois tomos cada (estão no Antigo Testamento): Samuel, Reis e Crônicas. Chega a ser divertido, porque há interseção das histórias e, pasme, cada autor (ou escola de autores) tem um enquadramento. É como se fosse a Gazeta do Povo, a Folha de S. Paulo e o Estadão, só um exemplo bobo.
Vamos fatiar. Sob a ótica de Reis, Salomão foi ameaçada pela autoproclamação do irmão dele Adonias. Rolou a maior confusão na briga pelo trono. Natã, Bate-Seba (mãezinha do Salo) e companhia fizeram uma intervenção política para garantir a posse. Só que a manchete de Crônicas é discordante, porque registra que “todos os líderes do povo, até mesmo os outros filhos de Davi [o que incluiu Adonias], o aceitaram como seu rei [Salomão] e prometeram ser leais a ele (PETERSON, 2011)”.
Isso que os filisteus protegeram a apoiaram Davi em ocasiões muito muito amorosas – como é da característica comportamental árabe.
Então, irmão da igreja, o que peço ao senhor é que não coma com farofa qualquer coisa que alguém de terno diz a você. E que entenda que nós, cristãos, DEVEMOS, isto é, temos por dívida, o amor. Então, deixo aqui uma dica do que você pode fazer com as bandeiras que comprou:
Beijo!
PETERSON, Eugene H. A Mensagem: Bíblia em Linguagem Contemporânea. São Paulo: Editora Vida, 2011.
TIROLE, Jean. Economia do bem comum. Rio de Janeiro: Zahar, 2020.
