
O Bloco Parlamentar de Apoio à Agricultura Familiar da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), liderado pela deputada estadual Luciana Rafagnin (PT), se reuniu na manhã da terça-feira, em modo remoto, para discutir diversas preocupações do segmento com as alterações nas definições de agricultura familiar, ditadas pelo Decreto presidencial nº 10.688/2021, e também os impactos da estiagem na produção de alimentos no estado.
Esses fatores todos combinados com a pandemia, o aumento nos custos de produção, desmonte de políticas sociais e políticas de exclusão no campo, que atingem especialmente comunidades da reforma agrária, indígenas e quilombolas, apontam para o aumento da fome e do empobrecimento, de acordo com as organizações da agricultura familiar que participaram da reunião.
Um levantamento feito em parceria pela Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar do Paraná (Fetraf-PR) e a União das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária (Unicafes) em seis regiões do estado, apontou que a esmagadora maioria dos municípios pesquisados sofrem com impactos da estiagem sobre a atividade produtiva e o abastecimento de água (crise hídrica).
Em 89,3% deles, a falta de chuvas afeta essas duas condições e em 10,7%, é mais evidente, até então, apenas na produção de alimentos.
