sábado, 8 agosto, 2026
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Artigo de brasileiros em periódico médico norte-americano trata da relação entre COVID-Apneia do Sono

Pesquisadores Sergio Tufik, David Gozal, Isabela Antunes Ishikura, Gabriel Natan Pires e Monica Levy Andersen expuseram trabalho no Journal of Clinical Sleep Medicine. Acompanhamos em todo o ano de 2020 a manifestação clínica menos favorável da COVID-19 nos pacientes com idade mais avançada (superior a 60 anos), homens, e pessoas com obesidade e doença cardiovascular prévia. Essas características são comuns também nos pacientes com Apneia Obstrutiva do Sono (AOS).

O destaque está no fato da possibilidade de doenças cardiovasculares preexistentes associadas à AOS poderem levar ao aumento da chance de internação em unidade de terapia intensiva por COVID-19, e até aumentar a mortalidade da doença causada pelo vírus. Exemplo importante são as arritmias cardíacas noturnas que estão presentes em 40% dos pacientes com AOS e em mais de 90% dos pacientes com AOS grave.

Embora uma doença muito prevalente (32,9% da população de São Paulo tem apneia do sono), pouca atenção tem sido dada à AOS durante a pandemia de COVID-19. Destacamos a AOS, uma comorbidade potencial que merece inclusão como risco para desfechos negativos em pacientes com COVID-19.

Portanto, as pessoas com suspeita de AOS, roncadoras, que possuem um sono fragmentado e não reparador, e que apresentam sonolência diurna, necessitam de avaliação com especialista em medicina do sono e realização de polissonografia, para um adequado diagnóstico e tratamento, caso haja confirmação da doença.

Fonte: Does obstructive sleep apnea lead to increased risk of COVID-19 infection and severity? (Tufik, S.et al., Journal of Clinical Sleep Medicine, Vol.16, No.8, p.)

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