
Estimado Professor!
Aos 72 anos só reajo, grito, porque não quero que meus filhos, netos se criem achando que morrer 4 ou 5 mil brasileiros dia é algo normal! Devem saber que é errado! Mas não vejo solução a curto prazo! Caro amigo Aroldo.
ERICOH MORBIS, curitibano sempre alerta, resistente às barbaridades deste país

FOI-SE O MONSENHOR
Caro jornalista,
Foi-se uma das personalidades emblemáticas de boa parte de Curitiba, monsenhor Luciano, por quatro décadas foi pároco da Igreja de Santa Terezinha do Menino Jesus, no Batel. Era símbolo de fidelidade à fé cristã, não transigia a modismos, não aceitava “novas realidades”. Chegou adolescente, 17 anos, Brasil, em 1951, com os pais. Nascera em território então pertencente à Alemanha, hoje parte da Ucrânia. O pai era de etnia germânica, a mãe, ucraniana. Foi-se mais uma vítima da peste Covid. Vivia no silêncio de sua aposentadoria (com a qual nunca se conformara, embora amigo do padre Pedro Carlesso, que o sucedeu). Morava na casa de uma irmã, ela também doente de Covid, assim como o marido dela. Os anjos tocam suas harpas para tipos humanos fieis ao Cristo, como foi monsenhor Luciano.
MARCOS T.SMECK, Curitiba
