sábado, 8 agosto, 2026
HomeMemorialVIDEO: EM GUARATUBA, COMERCIANTES FAZEM BUZINAÇO E FUNCIONÁRIOS DO HOSPITAL PEDEM SILÊNCIO...

VIDEO: EM GUARATUBA, COMERCIANTES FAZEM BUZINAÇO E FUNCIONÁRIOS DO HOSPITAL PEDEM SILÊNCIO E AJUDA

(Do O Fato Maringá)

Um grupo de empresários de Guaratuba fez um carreata para criticar algumas restrições vigentes para combater a covid-19. Na frente do Hospital Municipal os veículos passaram buzinando e algumas pessoas gritaram palavras de ordem: “fora comunismo”, esbravejou um ciclista; “tratamento precoce resolve”, gritou uma senhora, sem máscara, de dentro de um carro, defendendo uma medida sem eficácia comprovada e que pode causar danos.

Enquanto a carreata passava, profissionais do hospital, como enfermeiros, uma médica e o próprio secretário municipal da Saúde, Gabriel Modesto, fizeram uma manifestação silenciosa com cartazes escritos à mão. Um deles, pedia o óbvio: “Silêncio, por favor respeite os pacientes”. Outros explicavam, denunciavam, pediam: “Estamos aqui por vocês”, “A vida é nossa prioridade”, “Fique em casa”, “Todos contra o vírus”, “Estamos aqui pela vida”, “Números têm nome”, “116 óbitos”, “Nos ajudem”, “Misericórdia”. O protesto silencioso virou um vídeo.

A manifestação barulhenta teve bandeiras do Brasil e contou com apoio da Associação Comercial e Empresarial de Guaratuba (Acig) e de grupos de rede sociais como “Guaratuba Conservadora”. Também prometeram um vídeo-documentário.

O presidente da Acig, Augusto Pedrotti, proprietário do Bangalô dos Pasteis, afirmou nas redes sociais que o protesto não era “político”, mas que os empresários fizeram pedidos para a Prefeitura flexibilizar as regras vigentes e não foram atendidos. Segundo ele, a única reivindicação é para todo o comércio poder abrir aos sábados e domingos. Ele diz que os empresários não são contra as barreiras, mas pede que os turistas possam se hospedar nos hotéis e alugar casas ao apresentarem resultado negativo do teste de covid.

Outras postagens convidando para a manifestação ainda pedem para os restaurantes poderem a abrir até as 23h.

As duas flexibilizações que eles pedem no funcionamento das atividades dependem do governo estadual, que impôs toque de recolher a partir das 20h e proibiu o comércio não essencial aos finais de semana. As regras valem em todo o Paraná. Os prefeitos podem decretar restrições maiores, de acordo com a realidade de cada município, nunca menores das adotadas no Estado.

Na noite de sábado e início de domingo de Páscoa, a divergência continuou nas redes sociais, com a divulgação de mensagens, fotos, vídeos, argumentos e xingamentos. Funcionários públicos eram “acusados” de receber os salários em dia mesmo na pandemia. Empresários de só pensarem no dinheiro ou na viagem ao exterior que não poderiam fazer neste ano, e por aí vai.

Estas discussões que acontecem em todo o Brasil têm um componente típico de uma cidade de menos de 40 mil habitantes, onde muitos se conhecem e até mesmo são parentes. Uma relação de nomes e empresas divulgada para mostrar quanto apoio havia ao protesto, acabou virando, para outros, uma lista para um movimento de boicote ao comércio.

Leia Também

Leia Também