sexta-feira, 7 agosto, 2026
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ALEP EXAMINA REABERTURA DE INDÚSTRIA DE OXIGÊNIO EM ARAUCÁRIA

Prédio da ALEP. Foto: divulgação

Unidade pertence à Petrobrás; garantidos 99,5% de pureza do oxigênio

 

Enquanto a maior parte dos estados, inclusive o Paraná, sofre com a queda nos estoques de oxigênio líquido para tratar os pacientes da Covid-19, uma fábrica, que fica em Araucária na Região Metropolitana de Curitiba, poderia abastecer parte da demanda dos hospitais, está fechada.

Diante disto, o deputado estadual Tadeu Veneri (PT) requisitou laudos técnicos e reuniu, em uma audiência pública remota, na sexta-feira (26), lideranças sindicais, Ministério Público do Trabalho e deputados estaduais e federais para apresentar os resultados e debater a possibilidade de reabertura da Araucária Nitrogenados S.A.

Tadeu Veneri

DA PETROBRÁS

A empresa pertence à Petrobras, e está desativada desde o ano passado. “A produção da fábrica de fertilizantes pode ser modificada para a produção de oxigênio hospitalar. Basta vontade política e algumas adequações técnicas”, afirmou o parlamentar. Ele iniciou o debate lendo uma carta de esclarecimento da Petrobras.

Em resumo, a direção da estatal alegou que “a fábrica nunca atuou na produção de oxigênio hospitalar. Somente uma alteração na planta industrial e aquisição de insumos resolveria, mas demandaria tempo e um alto custo”.

Porém, uma equipe formada por especialistas atestou que, a partir de alterações técnicas a produção é viável e poderia ser feita em até dois meses, em média, com capacidade de produzir até 30 mil metros cúbicos de oxigênio hospitalar por hora.

José Carlos dos Santos, presidente do SIQUIM/PR

FAZER AJUSTES

Na apresentação do trabalho, José Carlos dos Santos, presidente do Sindicato dos Profissionais da Química do Estado do Paraná (Siquim/PR) explicou que para a transformação de oxigênio gasoso em líquido, será necessário ajustar ou adquirir novos equipamentos para aumentar a pressão, que no estado gasoso é de 0,7% atm para 200 atm. “Mas, sim, é possível. Não consideramos os custos, mas fizemos o laudo pensando somente na questão humanitária”, justificou.

PUREZA DE 99,5%

A boa notícia para a viabilidade técnica, indicou o laudo, é a qualidade do oxigênio, com pureza de 99,5%, ou seja, a composição do projeto está adequada à produção de oxigênio hospitalar. A quantidade estimada, de acordo com os cálculos, é de uma média de 39 toneladas por dia; o que representa 3.750 cilindros de 8 metros cúbicos.

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