quinta-feira, 6 agosto, 2026
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PANTOPOLISTA, FICÇÃO-ESPIRITUALISTA NA OBRA LITERÁRIA DE JORGE BERNARDI

Foto: Reprodução/Facebook

Crenças, experiências rituais, o mundo e o homem em suas diversas dimensões. Livro à venda na Amazon

 

O Pantopolista: a vida em múltiplas dimensões. Esse é o título do mais recente livro publicado pelo professor Jorge Bernardi, vice-reitor e vice-diretor executivo da Uninter, lançado no dia 30.dez.2020. A história, considerada de natureza espiritualista com ficção científica, centra-se na vida de Mettatron, o protagonista que passa por uma experiência espiritual na adolescência e, a partir disso, começa a expandir a consciência para a verdade sobre a vida e sua missão na Terra. Este é o sexto livro publicado por Bernardi, mas o primeiro do gênero.

Apaixonado pela escrita desde muito novo, ele se formou em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e em Direito pela PUC-PR, mas a vida o levou para uma consolidada carreira política, tendo sido eleito sete vezes vereador de Curitiba (PR), e foi presidente da Câmara Municipal.

Entre 1990 e 2000, seguiu para a área acadêmica e, a convite de Wilson Picler, chanceler e fundador do Grupo Uninter, desenvolveu o projeto do curso de Gestão Pública, aprovado em 2005 pelo Ministério da Educação (MEC).

Até o momento, o vice-reitor publicou três livros acadêmicos na área de gestão: “A organização municipal e a política urbana”, com tiragem de mais de 60 mil exemplares; “O processo legislativo brasileiro”, com cerca de 50 mil exemplares; e “Gestão e serviços públicos municipais”, em coautoria com Nelson Brudeki Martins, de mais de 30 mil exemplares.

Também publicou dois quadrinhos, “A Guerra do Contestado em quadrinhos” e “O gibi da democracia: memórias da política em quadrinhos”.

O livro O Pantopolista: a vida em múltiplas dimensões, pode ser adquirido por meio desse link.

Nesta entrevista concedida à Central de Notícias Uninter (CNU), o professor e escritor Jorge Bernardi fala da sua relação com a escrita e o processo de criação da nova obra.

CNU – O senhor tem outros seis livros publicados, que abordam temas relacionados à gestão, história e política. O que o motivou a escrever uma história de natureza espiritualista?

Jorge Bernardi – Um livro acadêmico tem uma importância, um livro filosófico tem uma importância, tudo é importante, mas o que eu sempre quis me dedicar foi à literatura. Durante a pandemia, nós criamos um grupo de estudos, ele está até relatado em um dos capítulos. E naquele período, nós estávamos estudando sobre anjos, a obra do Emanuel Swedenborg, e ele começou a ter visões do mundo espiritual, isso há 250 anos. Me veio a ideia inicial e a conclusão. E quando eu comecei, as coisas foram acontecendo.

CNU – Como foi o processo de criação do livro? Quanto tempo levou da ideia inicial até a publicação?

Jorge Bernardi – Quando eu decidi escrever em forma de narrativa, não tinha ideia muito de como ia fazer o livro. No começo eu estava colocando o nome de personagens reais, depois mudei. Me veio a ideia de colocar o nome dos personagens, que são 34, todos nomes de anjos. Inclusive, a primeira pessoa que fez a correção não percebeu esse detalhe, por isso decidi fazer um índice onomástico, explicando cada um dos personagens. E, se você observar na narrativa, sempre descrevo aquele personagem com as características daquele anjo. Escrevi esse romance em 9 semanas, foi pouco mais de dois meses, e depois fui aperfeiçoando. No início, eu tinha a ideia de 30 capítulos pequenos de 4, 5 páginas. Consegui fazer 27.

Capa de O Pantopolista

VERDADE A PASSAR

CNU – Qual mensagem quer passar para os leitores através dessa história?

Jorge Bernardi – A mensagem que eu quero passar é, na verdade, já tem filósofos que admitem isso, que a nossa vida tem 50% de chance de que ela seja virtual, que seja um sonho que a gente esteja vivendo. Tento analisar o universo, o espírito, através da teoria da mecânica quântica, ou seja, o espírito é essa outra dimensão da vida. Quem estuda a teoria das cordas vai ver que elas admitem que há até 11 dimensões nessa realidade que nós estamos vivendo. O personagem caminha nisso, ele quer dar uma mensagem positiva para as pessoas, que esse momento difícil como esse que nós todos estamos vivendo é um momento de refletir sobre a vida, de você se tornar um ser melhor. Até coisas ruins para ele se tornavam coisas boas, porque ele estava sentindo a vida e não ficava refletindo muito sobre isso. Eu quis mostrar no final de toda a história que todos nós somos seres angelicais. Principalmente agora, que estou há um ano em casa, que a vida se resume a coisas muito simples.

CNU – O livro inicia com uma experiência espiritual vivida pelo Mettatron, protagonista da história. O senhor já passou por alguma experiência do tipo?

Jorge Bernardi – Alguma das cenas que tem nesse livro, eu vivi elas. Aqueles dois seres que apareceram na cama, aquilo é real, foi uma imagem que eu tive. Não foi aos 16 anos como eu coloquei ali, eu já tinha uns 30 anos, mais ou menos. Aquele episódio em que o personagem está caminhando por uma estrada com o amigo e o tio, em que ele se descobre um ser espiritual, também é real. Eu tinha uns 12, 13 anos, mais ou menos, e aquilo gerou uma série de coisas na minha vida. Agora, tem alguns outros fatos ali que são puramente ficção.

CNU – O quanto do livro são vivências pessoais suas?

Jorge Bernardi – São coisas que eu vivi, coisas que eu observei na vida das pessoas, coisas que elas me contaram. As visões dos filhos, a premonição, tudo são histórias que eu ouvi. Esse é o meu primeiro romance, tem muita coisa aí que eu pesquisei. Por exemplo, os planetas, viajar pelo hiperespaço, isso tudo é baseado em ciência. Claro que eu imaginei todas aquelas situações, mas tem base na ciência. É um livro espiritualista, de ficção científica, realismo mágico, é tudo isso. Ele é até um pouco desse movimento que a humanidade está vivendo, o pós-moderno, em que as coisas não são muito lineares. Você se surpreende quando escreve ficção, porque surgem ideias que você não imaginava.

CNU – Na descrição do livro, o professor diz que poucas pessoas têm um insight sobre a missão na vida. O senhor já passou por esse insight? Qual acredita ser sua principal missão aqui na Terra?

Jorge Bernardi – Eu tive esse insight quando me descobri um ser espiritual. Acho que a principal missão é deixar um legado positivo para a humanidade. Eu me envolvi muito na política, durante muitos anos, e também era uma fuga, agora posso dizer, porque na política você sempre está em um ambiente de competição. Agora que já estou com 64 anos, percebi que tinham coisas mais importantes que eu deveria fazer. E é deixar um legado para a humanidade, para reflexão.

INSPIRADORES

CNU – Quais obras ou atores te inspiram a escrever?

Jorge Bernardi – Uma obra que me inspirou muito na minha adolescência foi “O Profeta”, do Khalil Gibran, e eu incluo “O Pantopolista” nessa linha. Quando eu era mais jovem ainda, uma outra obra de ficção, que é infanto-juvenil, foi “O pequeno príncipe”. Há uns 20, 30 anos, uma obra que me motivou muito foi “O Alquimista”, era uma época que eu estudava alquimia. Aí tem o Paulo Coelho, eu acho que comprei uns 20 livros dele no início e dava como presente para as pessoas. E também os livros do Júlio Verne, “Viagem à lua”, “Viagem ao centro da terra”, “20 mil léguas submarinas”. Todos esses livros sempre me inspiraram, eu sempre gostei de ficção científica.

CNU – O professor tem alguma rotina de escrita? Quais dicas daria para pessoas que querem ou estão nesse processo?

Jorge Bernardi – Isso eu aprendi quando escrevi o meu primeiro livro. Eu disse “eu tenho que escrever pelo menos 30 linhas por dia”. Quando eu não conseguia escrever 30 linhas, escrevia uma, mas eu abria o computador, porque senão você para. O ideal é você escrever 90 a 100 linhas por dia. Os meus livros acadêmicos eu sempre levei em média um ano e meio. Não é fácil escrever, porque são livros de 500 páginas, você não pode imaginar, tem que pesquisar, fazer algo científico. Então, tem que ser diário, alguma coisa você tem que fazer.

CNU – Já tem planos para futuras publicações?

Jorge Bernardi – Eu tenho pensado em continuar escrevendo sobre esse tema angelical. Pensei em escrever sobre os estudantes, várias ideias eu tenho tido na cabeça. Mas agora estou concentrado em pelo menos promover esse livro, para que ele se torne conhecido não só no meu círculo de amigos, mas nacionalmente. Eu quero traduzir ele para o inglês e para o espanhol, inclusive publicar nos Estados Unidos pela Amazon.

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