
Caro jornalista Aroldo,
Os curitibanos estão apreensivos com a decisão do prefeito Rafael Valdomiro Greca de Macedo, que decidiu assinar contrato de compra da vacina chinesa Coronavac, sem que essa vacina tenha completado a etapa do desenvolvimento da fase 3, para ai sim, em seguida, solicitar a aprovação da Anvisa.
Ao que parece, Greca está se teleguiando pelo governador João Doria, este sim, de maneira afoita e por razões desconhecidas, mas perfeitamente compreensivas, uma vez que ele não nega que age no Brasil como um verdadeiro vendedor de produtos e de empresas chinesas.

Foi o próprio Doria, que há um pouco mais de um mês afirmou que comprar a vacina é uma coisa, aplicá-la é outra coisa. Há meses, Doria vem fazendo lobby para que empresas chinesas comprem empresas brasileiras. Até a administração do Porto de Paranaguá já está nas mãos de uma empresa chinesa, o que é preocupante.

CLARA ILEGALIDADE
Mas voltemos à decisão de Greca de comprar uma vacina que ainda falta muito para ser aprovada pela Anvisa. O próprio Doria afirmou que, mesmo sem a aprovação da Anvisa, ele pretende aplicar a Coronavac na população paulista e de outros estados e municípios que manifestarem interesse, como foi o caso de Curitiba.
Ora, não é legal utilizar no Brasil uma vacina, sem a aprovação da Anvisa. Doria, por questão puramente política, e já pensando em 2022, quer porque quer levar o “prêmio” de vacinar por primeiro a população, e assim poder dizer que ganhou de Bolsonaro.
Tudo bem que a Coronavac tenha passado nas fases 1 e 2, que são de estudos clínicos e servem para entender a segurança de uma vacina, mas sabe-se que a fase 3 é vital e deve atingir um número considerável de pessoas e que serve para detectar potenciais problemas que não foram detectados nas etapas anteriores. Imagine vacinar 48 milhões de pessoas como Doria defende e que haja um efeito colateral grave que afete 0,1% dos vacinados.
COM EFEITOS COLATERAIS?
Que o governador Doria, pelas ligações óbvias que tem com a China, ditas por ele mesmo em várias ocasiões, até se entende, mas Greca, ser influenciado por Doria e comprar esta vacina ainda não aprovada para aplicar na população curitibana, sem a certeza de que não haverá efeitos colaterais negativos, os curitibanos não conseguem entender. Seria importante que Greca viesse a público explicar esta sua estranha e inexplicável decisão. O povo curitibano não aceita ser cobaia de uma vacina não aprovada pela Anvisa.
MSFG, professora universitária, que pede sigilo de seu nome, “para evitar encrencas com o alcaide, um notório perseguidor dos que o contrariam”, Curitiba.
