
A Igreja Católica em Curitiba, disse o arcebispo Peruzzo, em carta ao clero, tem de ficar longe da campanha eleitoral. Mas os dois grandes amigos, padre Reginaldo Manzotti e Rafael Greca puderam se expor sem medo de sofrer anátema episcopal. Foi na missa em que o padre cantor celebrou o dia da Padroeira do Brasil, dia 12.
A foto mostra o candidato, com máscara, beijando o manto da santa. Se isso tira voto de eleitores evangélicos, não sei. Sei que Manzotti tem grande audiência a favor dele; e também enorme rejeição, especialmente no clero de Curitiba, e na população com melhor nível escolar e renda. Na verdade, a rejeição de Reginaldo aumentou quando, meses atrás, foi o astro principal de uma “live” de peditórios de verbas oficiais ao presidente Bolsonaro, para a TV Evangelizar (sua propriedade) e outras emissoras de TV Católicas, ao lado de representantes da Rede Vida,e Canção Nova, TV Aparecida e a TV do Pai Eterno. O evento foi condenado pela CNBB, embora dom Peruzzo tenha tentado explicar a presença do padre curitibano na sessão.
A propósito do padre ainda: é clara a definição de Manzotti por Greca, cuja “dasha” em Piraquara ele freqüenta; sem falar que aparece no portfólio de ‘grandes momentos’ do prefeito, confraternizando com ele, em redes sociais.
