domingo, 22 fevereiro, 2026
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Há até um ‘0800’ na campanha contra Fachin

Apoio de Álvaro Dias, Gustavo Fruet e Kátia Abreu
Apoio de Álvaro Dias, Gustavo Fruet e Kátia Abreu

Em meus muitos anos de jornalismo profissional nunca dantes tive conhecimento de um “lobby” contra a indicação de um jurista indicado para ocupar o STF, tal como o montado contra Luiz Edson Fachin.

Ele deverá ser sabatinado nesta terça, 12, na Comissão de Constituição e Justiça do Senado.

O que se observa no “lobby” contra o jurista e professor da UFPR Fachin é um trabalho sistemático e bem organizado. Mensagens pela web, são muitas as que recebo, “denunciando Fachin, amigo de Gleisi Hoffmann, apoiador de Dilma, do MST e do PT, destruidor da família e defensor da poligamia…”

Nem amigos meus muitos próximos e queridos deixaram de me mandar mensagens sugerindo que eu engrosse a gritas contra Fachin.

De Campinas, SP, um deles me manda amplo material sobre o assunto, gerado por um denominado “DISQUE ALÔ SENADO CONTRA NOMEAÇÃO DE FACHIN PARA O SUPREMO”.

E vem com a indicação de um número 0800 para que sejam consumadas advertências à Comissão de Constituição e Justiça do Senado sobre os “perigos” de o nome de Fachin ser aprovado.

2 – ACIMA DE SUSPEITAS

Luiz Edson Fachin
Luiz Edson Fachin

Não conheço o professor Fachin, encontrei-o socialmente apenas uma vez.

Mas temos muitos amigos em comum. Ele enquadra-se perfeitamente na categoria de “membro do patriciado curitibano”, tendo um sem número de admiradores, defensores, ex-alunos agradecidos por suas lições. O governador Beto Richa e Clèmerson Clève, o grande constitucionalista, estão entre os que o admiram e apoiam; assim como Luiz Fernando Casagrande Pereira, o juiz Anderson Furlan, o presidente do STF, ministro Lewandowski, o ministro Luiz Roberto Barroso, o presidente do Instituto dos Advogados do Paraná, José Lúcio Glomb…

Fachin tem rebatido todas as acusações de que é objeto. E esclarece – para alívio de quem defende o direito à propriedade privada – que jamais defendeu o MST; muito menos a poligamia. A palavra dele contra a dos que o acusam, então.

Sei que alguns cidadãos acima de qualquer suspeita, do ponto de vista de ortodoxia democrática, como Álvaro Dias, endossam seu nome. E que a ministra Kátia Abreu, que ninguém pode imaginar simpática ao MST, está em aberta campanha pró Fachin, tendo envolvido, entre outros líderes ruralistas em favor do paranaense, gente como o igualmente insuspeito Abelardo Lupion (DEM).

3 – MONOGAMIA

Não me consta que entidades profundamente ligadas à defesa da família monogâmica, como a CNBB, ou igrejas evangélicas respeitáveis (Luterana, Presbiteriana do Brasil e Independente, Anglicana, batistas, Metodista), tenham apresentado argumentos contra o jurista que é, isto sim, respeitada autoridade nacional em Direito da Família.

Quanto a ter pedido voto para Dilma em 2010, ele apenas exercitou um direito de cidadania. Tal como o fizeram em Curitiba, por exemplo, o hoje prefeito Gustavo Fruet, Osmar Dias, Roberto Requião…

Fachin não ocupava posição na vida pública, como magistratura, que o impedisse de manifestar preferência eleitoral.

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