
As muitas dificuldades que o Governo do Estado hoje experimenta, com amplas e negativas repercussões na opinião pública, podem acelerar uma possibilidade cada vez mais clara: a necessidade de um nome para ocupar de forma permanente a Secretaria de Estado da Comunicação Social.
A posição é hoje, interinamente, de Deonilson Roldo, secretário chefe do Gabinete do Governador e, na prática, o conselheiro de maior acústica, junto a Beto Richa.
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A crise instalada no Governo, nos últimos dias, fez valorizar, em meios políticos de apoio a Richa, a ideia de a Secretaria de Comunicação Social, sem titular desde a saída de Marcelo Cattani, ser ocupada pelo atual diretor geral da Casa Civil do Governo, o jornalista Alexandre Teixeira. Haveria mesmo um forte movimento pró-Teixeira.
No currículo de Alexandre Teixeira há sua passagem pela Gazeta do Povo, onde foi editor de Automóveis, e também pelo gabinete de Rafael Greca, quando o ex-prefeito era deputado estadual.
Na Gazeta, saiu com boa aceitação dos colegas, sendo tido especialmente como alguém maneiroso, “que não estimula confrontos com as fontes e, muito menos, com colegas de quem divergia na redação”, opinião de uma ex-editora do jornal, que pede seu nome seja omitido.
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“O Alexandre tem outros qualificativos. Um deles: mostrou saber fazer ‘lobby’ em favor de seus eventuais assessorados, com sutileza, e sendo útil a jornalistas que o escutavam, sem cair na esparrela do laudatório tão característico da moçada que compõe as assessorias de imprensa”. A opinião a coluna recolheu ontem de um dos dois jornalistas com quem conversou sobre o perfil de Alexandre Teixeira.
Para o segundo jornalista, cujo trabalho é muito acatado no Estado todo, “o Alexandre Teixeira é uma boa fonte de informação. O que é preciso é que o profissional que a ele recorrer saiba se precaver, evitando de cair na sua ‘rede’, geralmente bem e eficientemente armada”.
Disse ainda o mesmo jornalista – da área de televisão e rádio sobre seus contatos com Teixeira: “Ele, por exemplo, foi assessor do Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo de Curitiba. Suas informações de bastidores rendiam excelentes coberturas, ele sabia o ângulo a aproveitar para vender seu peixe e garantir, ao mesmo tempo, informações precisas à imprensa. Muitas manchetes fizemos a partir de conversas com ele, sempre muito mais importantes que releases institucionais”.
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Teixeira é parte importante do ‘staff’ do secretário chefe da Casa Civil, deputado Eduardo Sciarra. E nunca escondeu – segundo a rádio corredor do Palácio Iguaçu – que tem interesse de ocupar a SECS.
A Secretaria poderá até perder o atual status, é o que se comenta, passando a sua missão a ser exercida por um departamento. Ou na Casa Civil ou no Gabinete do Governador.
De qualquer forma, se Teixeira se declarar abertamente no páreo para ocupar a vaga de Cattani, poderá se acirrar o tratamento distante com que Deonilson e Sciarra se contemplam.
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Por último, mas não menos importante, uma jornalista curitibana ouvida pela coluna, completou o “retrato” de Alexandre Teixeira: “O mais importante é que ele tem acesso aos veículos de comunicação que importam. É acatado sem restrições. Dentre eles, o poderoso GRPCOM”.
