Infectologista desabafa sobre a negação da pandemia que se observa nas ruas da cidade

A pandemia segue ganhando força na região Sul do país, com o Paraná registrando cada vez mais casos e aumento de mortes. Em Curitiba, a capital ainda segue em bandeira laranja, mas já caminhando para vermelha de alerta máximo, apesar da liberação de algumas atividades como academias e restaurantes.
POPULAÇÃO EM NEGAÇÃO
Mesmo assim, o que se vê nas ruas é uma negação da pandemia. “As pessoas estão vivendo uma alucinação de uma segurança que não existe”, desabafa David Urbaez, médico infectologista do Laboratório Frischmann. O especialista lida com pacientes graves do coronavírus diariamente numa Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e se sente impotente diante da situação atual.
“O que eu fico mais perplexo é que a gente tem que explicar o óbvio. A gente sabe que não pode pôr a mão no fogo porque queima. Ir à academia, show de música, buffet por quilo, são lugares de grande circulação de pessoas, o risco de contrair coronavírus é muito alto”, desabafa o médico.
USO DE MÁSCARAS
O infectologista cita ainda o uso das máscaras, embora ainda tenha gente que negue usá-las, que fizeram com que as pessoas perdessem o medo de contrair a doença e desrespeitarem o distanciamento social. “A máscara virou amuleto de proteção de tudo e de todos, de maneira nenhuma a máscara é o que vai acabar com a pandemia. Nos restaurantes, pessoas nas mesas, todas próximas, máscara ausente. Para quem se dedica a pacientes de UTI não imagina o grau de tensão que é, a impotência da compreensão”, lamenta Urbaez.
Da Tribuna do Paraná
COVID-19: NÚMERO DE CASOS NO PAÍS É SUPERIOR À POPULAÇÃO DE CURITIBA. MORTES JÁ SOMAM UMA PARANAVAÍ
