
Minha leitura da notícia que segue poderia terminar simplesmente nela. O que já seria suficiente para me alegrar – e alegrar a todos os que se interessam pelas artes paranaenses. Mas terei que ir adiante, a seus antecedentes.
Eis parte da nota enviada por uma assessoria de imprensa:
“Nesta quarta-feira, dia 29 de abril, foram divulgados os resultados dos prêmios concedidos pela Associação Brasileira de Críticos de Arte – ABCA –, que anualmente elege os melhores trabalhos realizados no ano anterior.
A obra do escultor paranaense João Turin (1878-1949) foi laureada duas vezes: no prêmio Paulo Mendes de Almeida, como a melhor exposição de 2014; e no prêmio Sérgio Milliet, que elegeu o livro biográfico, assinado por José Roberto Teixeira Leite, como a melhor obra publicada no segmento no ano passado.”
JOÃO TURIN, O PARANAENSE (2)
João Turin foi, enfim, redescoberto pelos paranaenses e descoberto pelos brasileiros que se interessam por artes plásticas. O escultor foi exposto em sua grandeza na exposição ‘João Turin, vida, obra e arte’, responsável por levar ao Museu Oscar Niemeyer o maior público que já passou pelo MON, segundo a diretora Teça Sandrini. E agora, com o livro de José Roberto Teixeira Leite pode ser objeto de estudos Brasil afora.
Por dever de justiça, tenho de registrar meu reconhecimento à visão do professor Samuel Lago, que deu nova vida à obra do escultor, na medida em que não apenas bancou a mostra e incentivou o livro. Mas foi o verdadeiro redefinidor de Turin para as artes no país, na medida em que, comprando de herdeiros do escultor direitos sobre a obra do artista, promoveu a multiplicação de peças em bronze (havia um sem números de peças inéditas, apenas moldadas em gesso).
JOÃO TURIN (3)
Ao instalar em Almirante Tamandaré o atelier de escultura que se dedica exclusivamente a reproduzir peças de Turin – e conservar outras centenas de originais que adquiriu do acervo do mestre – Samuel Lago partiu para uma nova frente: está tornando acessível, ao comprador em geral, as peças de Turin. Passam a ser vendidas no país todo.
E tão importante quanto o atelier é a escolha que Samuel Lago fez de Elvo Benito Damo para assessorá-lo na empreitada. E dirigir todo o processo de produção desse acervo precioso do paranaense. Afinal, um projeto desse porte merece mesmo o nosso “Michelangelo” a comandá-lo.
