sábado, 25 julho, 2026
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HIGIENE BUCAL, UM SANTO REMÉDIO

Médico peruano Stalin Vílchez Rivera afirma que uma higiene bucal correta pode ajudar no combate à Covid-19

Stalin Vílchez: Medicina Interna

O Hospital Regional de Lambayeque, no Peru, parece ser o único local onde um médico ou um membro do quadro de saúde não faleceu infectado com Coronavírus, devido à aplicação de um método que tem resultados comprovados: o cuidado oral extremo.

Assim afirma o internista Stalin Vílchez Rivera, que chegou à conclusão de que os pacientes podem se recuperar se realizarem uma higiene bucal correta, o que ajuda a impedir que o vírus se multiplique na pessoa infectada. “Quando somos infectados, o vírus não entra imediatamente no pulmão; isso ocorre no quinto dia. Nos primeiros cinco dias, o vírus se replica no nariz, boca, garganta e, nesse período, devemos nos desinfetar, tomar extremo cuidado com a higiene bucal e não perder tempo nos preocupando com medicamentos que não são bem sucedidos “, afirmou.

CONTRA A COVID-19

O médico observou que, após avaliar pacientes com Covid-19, ele descobriu que as pessoas que não cumpriam as recomendações morreram e as que aceitaram receberam alta. Isso se refletiu em uma pesquisa que ele enviou a uma revista científica. “Eu tive dois pacientes. Uma mulher diabética e outra sem fatores de risco.

Expliquei aos dois e dei a cada um deles um enxaguatório bucal, escova de dentes e creme dental. Dois dias depois, voltei e encontrei melhor a diabética, que logo recebeu alta. Em vez disso, a outra senhora não se cuidou, ignorou a recomendação e morreu. Agora temos pacientes idosos que se recuperam devido à extrema higiene “, afirmou.

HIGIENE BUCAL NOS PROTOCOLOS

O internista compartilha seu método peculiar de prevenção do Covid-19. “Eu escovo os dentes e, depois, com cañazo (aguardente local), faço meu gargarejo bucal. Depois o jogo fora, não o tomo. Os antissépticos agem no início do trato digestório, na boca e garganta”, disse ele.

Por esse motivo, o médico sustenta que o Ministério da Saúde deveria incluir a higiene bucal nos protocolos para o tratamento do Covid-19. “Quando não estou de plantão, o médico que me substitui, se quiser continua, porque isso ainda não está em nenhum protocolo. Mas já foi demonstrado pela microscopia eletrônica que o que pode matar rapidamente o vírus é a limpeza”.

ATENDIMENTO VIA WHATS APP

Desde o início da pandemia, Vílchez Rivera atende pacientes severos e graves no Serviço de Emergência Covid do HRL. Além disso, demonstra sua vocação de serviço e espírito humanitário, cuidando dos pacientes por meio do WhatsApp. É por isso que ele questiona os médicos que, por rádio ou televisão, prescrevem medicamentos que podem causar reações adversas nas pessoas.

“O que estou notando é que as pessoas estão morrendo devido às drogas, se automedicam sem motivo e morrem de arritmia, trombose, ataques cardíacos. Em casos leves, os medicamentos são contra-indicados. Eu uso corticosteróides, mas apenas em pacientes gravemente doentes. Cada caso é diferente. A ivermectina e a azitromicina não conseguem acabar com o vírus ou reduzir as mortes; por outro lado, podemos salvá-los com a limpeza bucal cidadosa”, afirmou.

Para complementar as recomendações do médico peruano, não é demais anotar outra simples receita: tome água durante todo o dia. Se o vírus resolver fazer uma visitinha pelo metrô de sua garganta, antes de atingir o sistema respiratório pela água se encarregará de dar-lhe carona até o estômago, cujos ácidos darão as más vindas. Estou também compartilhando recomendações do Conselho Geral de Denstistas da Espanha, igualmente a respeito da higiene bucal. Procurei algo semelhante no site do nosso Conselho Federal de Odontologia, mas não encontrei. O CFO está atento às questões de saúde durante a pandemia, mas só divulga as ações genéricas, sem nenhum enfoque ao que lhe seria apropriado – a limpeza bucal.

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