
Por Jairo Marques / Folha
Nesta semana, a Lei Brasileira de Inclusão (LBI) completou cinco anos. Ainda é uma criança que clama por atenção o tempo todo, ainda não tem segurança de fazer quase nada sozinha e, aos poucos, entende que o mundo pode ser duro quando se guarda alguma diferença física, sensorial ou intelectual.
O governo de Jair Bolsonaro, até agora, afogou as demandas por cidadania do documento. Embora o presidente tenha o mérito de ter difundido a importância dos intérpretes de Libras, mimo que cedeu à primeira-dama, Michelle, nenhuma marca inclusiva digna de nota ele começou a desenhar, muito pelo contrário.
A Secretaria Nacional da Pessoa com Deficiência tem visibilidade zero e ações irrelevantes. É órgão meramente protocolar e pouco representativo.
O MEC quis acabar com a conquista histórica de cotas na pós-graduação e acabou com a edução como um todo. O Ministério da Economia não poupou ou protegeu minimamente as pessoas com deficiência das medidas de enfrentamento à pandemia. O Ministério da Saúde desenhou um rascunho interessante de apoio a pessoas com doenças raras, que já rareou em seu avanço.
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