sexta-feira, 24 julho, 2026
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DEPOIS DE EXPULSAR EMPRESA VENCEDORA, PREFEITO AGORA TEM PRESSA COM OBRAS DA LINHA VERDE NORTE

Greca foi questionado pelo TCU em 2017 sobre projeto da Linha Verde. Foram os mesmos questionamentos feitos pela Terpasul

 

Obras da Linha Verde Norte (Foto: Joel Rocha/SMCS)

Antes de a Terpasul (construtora que venceu as licitações para fazer as obras da Linha Verde Norte) ter sido expulsa dos próprios lotes pela PMC, um dos trechos que estava sob sua responsabilidade aguardava que a Prefeitura regularizasse junto ao DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) para ser executado. O trecho final do lote 4.1, é compreendido pela Estrada da Ribeira.

Dentre tantos outros apontamentos que a empresa fez à PMC (e não obteve resposta) também foi protocolada esta questão: trecho da obra não poderia ser executado porque aguardava regularização da PMC junto ao DNIT.

 

GRECA AGORA LIBERA

Curiosamente, agora, quando a segunda colocada (Triunfo) dá sequência à obra, a PMC consegue liberar o trecho em questão. ‘Já em 2017 o Tribunal de Contas da União encaminhou um relatório à prefeitura de Curitiba questionando os projetos da Linha Verde.

“Nós também apontamos incansavelmente as falhas. E somente agora a prefeitura toma providências em relação a isso. Desrespeitando as decisões judiciais a prefeitura não só entrega a obra pra segunda colocada como está regularizando os impedimentos do lote 4.1, que foram sempre reivindicados por nós’, desabafa Rene Bernardi, sócio administrador da Terpasul.

 

BUSCA DO TEMPO PERDIDO

Um projeto de lei de autoria do prefeito tramitou em regime de urgência na Câmara de Vereadores em 12 de fevereiro deste ano e foi aprovado com rapidez, dentro do limite dos 45 dias. Com isso, Curitiba teve autorização para firmar um convênio de delegação com o DNIT para execução de obras na região da Linha Verde. ‘Todos os desvios de tráfego mostrados pela imprensa na região do Trevo do Atuba eram necessários para a execução das obras, mas somente agora, com outra empresa executando o lote, a PMC soluciona os mesmos’, finaliza Bernardi. Estranho? Pode ter explicação dada as notórias preferências que o alcaide e seu grupo íntimo instalado na Prefeitura, relacionam-se com a empreiteira.

 

VERSÃO DA PREFEITURA

A Coluna/Blog voltará ao assunto. Ao mesmo tempo, coloca-se à disposição da Prefeitura de Curitiba para dar sua versão sobre esse imbróglio com que a administração Rafael Valdomiro Greca de Macedo “brinda” a cidade onde, claro, vozes dissonantes do poder municipal são poucas. Na verdade, essas vozes podem até diminuir na Câmara Municipal, por exemplo, “porque a maioria dos vereadores não está disposta a ficar sem o apoio do poder municipal que o alcaide enfeixa”, observa ex-vereador que passou 3 legislaturas naquela Casa.

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