domingo, 22 fevereiro, 2026
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Novos nomes se preparam para enfrentar eleições em 2016

Ratinho-e-outros

É cedo para falar na sucessão nas eleições municipais do ano que vem?

Aparentemente é. No entanto, os resultados de pesquisas de opinião sobre o desempenho dos prefeitos nas principais cidades do Paraná não acenam com muitas esperanças aos atuais chefes de executivos municipais. Na média, a maioria deles vai mal avaliada, o que leva ao surgimento de novas forças, ou aglutinação de algumas antigas em torno de nomes de “outrora” ou novos.

A ordem, parece, ser a de renovar.

Em Curitiba, por exemplo, são evidentes os primeiros passos que apoiadores de Luciano Ducci dão em torno do nome do ex-prefeito. Eles não escondem a intenção de ver o médico pediatra novamente no Palácio 29 de Março. Com que alianças? A resposta é ainda um enigma, cuja solução vai depender de múltiplas variáveis, especialmente de conversações e acertos partidários.

2 – REQUIÃO FILHO

Há nomes novos na praça, que vão crescendo na aceitação de parte do eleitorado. Em parte, até por representarem a ideia de “novidade” ou, como outros querem, de “renovação”. É o caso do filho de Roberto Requião, deputado estadual Requião Filho, que aparece com toda gana para montar seu próprio perfil na vida pública, embora – é claro – sem fugir ao DNA político do controvertido pai, o senador.

3 – RATINHO FENÔMENO

Sempre quando se falar na sucessão de Fruet em Curitiba, o nome de Ratinho Junior, o grande fenômeno de votos para deputado estadual na eleição de 2014, aparecerá. O filho do apresentador Ratinho teve expressiva votação em Curitiba, mais centrada na periferia da Capital.

Mas quem tem decidido eleições em Curitiba é, nos últimos anos, a classe média. Muito mais, acredito, que o voto da chamada “baixa renda”.

Ratinho, para alguns analistas, sofreria de muita rejeição entre a Curitiba da classe média. Bem o contrário do que acontece ao seu nome quando exposto em pesquisa de opinião no Estado todo. Nessa situação, o resultado que ganha é de boa avaliação na população em geral.

– Curitiba não aceitaria tem um prefeito que se chama Ratinho, repete o mantra-anátema um jornalista da área política.

Será?

4 – BOAS COMPANHIAS

Fato é que Ratinho Junior tem votos, muitos, em Curitiba e no Paraná. Se em seus planos está concorrer a prefeito ou, quem sabe, mais adiante, a governador, não se sabe. Ele não aborda o assunto em público.

Mas deve tratar desse tema com gente de alto nível que o acompanha desde a campanha para prefeito. Nomes como Marcos Domakoski, hoje diretor da COPEL, ex-presidente da ACP, professor emérito da UFPR (que Ratinho quis como seu vice-prefeito); Alberto Sabino, o presidente do Grupo Carlos Massa de Comunicação, dono de enorme visão política; o médico Ruy Pilotto; os jornalistas Delgado e Paulo Martins (primeiro suplente de deputado federal do PSC, profissional da Rede Massa).

5 – OUTROS NOMES

Há outros nomes que não podem ser desprezados nesse rol de cogitações sobre quem quer suceder a Fruet. Um deles, o veterano Ângelo Vanhoni, que já aparece entre os “prováveis” dentro do PT, assim como a própria vice-prefeita Mírian Gonçalves.

Do chamado sangue novo, não se despreze o nome da novíssima geração Maria Victoria Borghetti Barros, filha de Cida Borghetti e Ricardo Barros. Ela até pode não estar interessada, mas dentro do PP, e de partidos que formariam possível aliança com o seu partido, o nome dela é considerado “muito adequado”. Isso especialmente porque ninguém pode subestimar a capacidade de articulação de Ricardo Barros e Cida.

O secretário de Segurança Francischini estaria no páreo, igualmente. Encontraria muitos óbices para viabilizar apoios. E se buscar apoiadores com gente como seu “irmão” da Assembleia de Deus, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, poderá botar tudo a perder…

Por último, mas não menos importante, há que se admitir a possibilidade de recuperação de Gustavo Fruet, que ainda poderá até voltar a ser “uma paixão curitibana”, como foi apresentado em sua última eleição por alguns de seus cabos eleitorais. Isso vai depender muito de como Fruet encarará daqui para frente seu secretariado, considerado – na média – “um desastre político”.

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